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Europa

Merkel inicia negociações com sociais-democratas para formar governo

media A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente do Partido Social Democrata, Martin Schulz, neste domingo (7), em Berlim. REUTERS/Hannibal Hanschke

A chanceler alemã, Angela Merkel, abre neste domingo (7) uma rodada de cinco dias de negociações com o Partido Social Democrata (SPD). Quase quatro meses após as eleições legislativas, a líder conservadora pena para formar um governo. 

Merkel se mostrou animada sobre os diálogos da aliança da União Cristã Social (CSU) e União Cristã Democrata (CDU) com os sociais democratas. "Começo as discussões com otimismo, mesmo que eu esteja consciente do enorme trabalho que nos espera", declarou neste domingo, na abertura das negociações em Berlim. 

Já o presidente do SPD, Martin Schulz, ratificou a disposição da legenda para a formação de um governo com os conservadores. O tom é mais incisivo da parte de Horst Seehofer, presidente da CSU, para quem "é preciso fechar um acordo".

Diálogos não-definitivos

O CDU-CSU, bloco conservador liderado pela chanceler, anunciou no final de dezembro que começaria a dialogar com os sociais-democratas em janeiro. A decisão sobre realizar verdadeiras negociações para formar um governo deve ser anunciada até o final da próxima semana. 

O SPD, que participou da grande coalizão que governou a Alemanha de 2013 a 2017, havia decidido inicialmente que não participaria da nova administração, depois do fraco desempenho nas eleições legislativas de setembro. No entanto, após o fracasso das negociações entre a coalizão de Merkel, os liberais do FDP e os ecologistas, além do apelo por "responsabilidade" do presidente alemão Frank-Walter Steinmeier, os sociais-democratas voltaram atrás. 

O CDU-CSU e o SPD estabeleceram 15 temas iniciais a serem discutidos nestes cinco dias, entre eles, educação e prestações sociais - sobre os quais os sociais-democratas prometem ser exigentes. No entanto, o verdadeiro desafio são as questões sobre as quais os dois campos têm posições opostas, como imigração e investimentos públicos, por exemplo. 

Outro problema a ser enfrentado é a própria oposição dentro do SPD sobre um governo com os conservadores. "Não deveríamos esconder a realidade: o SPD é cético sobre essa aliança", avalia Manuela Schwesig, influente social-democrata. Os alemães parecem ter a mesma opinião; uma recente pesquisa realizada pelo canal ARD mostrou que 52% da população é contra uma nova grande coalizão. 

Tentativas frustadas de governo

A coalizão de centro-direita formada pelos partidos CDU e CSU reuniu 33,2% dos votos e venceu as eleições legislativas alemãs, mas sem maioria para governar. Merkel tentou primeiramente se aliar com os liberais e os ecologistas, mas não obteve sucesso. 

Em caso de um novo fracasso para formar um governo, a Alemanha poderá realizar novas eleições ou ser governada por uma minoria, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial. Para o ex-ministro das Finanças e atual presidente do Bundestag, Wolfgang Schäuble, um governo minoritário da CDU-CSU "poderia funcionar". 
 

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