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Europa

Economia do Reino Unido deveria ser mais aberta, segundo FMI

media A diretora-gerente, Christine Lagarde, em Londres (20/12/2017). AFP/Stefan Rousseau

O período de transição entre a União Europeia e o Reino Unido após seu divórcio previsto para 29 de março de 2019 não deve ir além de 31 de dezembro de 2020, sugeriu nesta quarta-feira (20) a Comissão Europeia. O FMI avalia que o Brexit já influencia a economia britânica.

Em Londres, pela manhã, Christine Lagarde apresentou uma avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o Reino Unido. A gerente-geral foi clara e pessimista a respeito do país, já em defasagem em relação às economias desenvolvidas. “Uma decepção”, estima a chefe do FMI, a respeito do crescimento de apenas 1,6% para 2017 e a previsão de 1,5% para 2018. Para ela, esses números poderiam ser mais elevados, se o país se abrisse ao mercado internacional, incluindo com os 27 Estados da UE.

Premiê queria dois anos de transição

A primeira-ministra britânica, Theresa May, havia sugerido, em setembro, um período de transição de dois anos, mas o negociador da União Europeia para o Brexit, Michel Barnier, declarou que Londre não vai se beneficiar de uma transição flexível e que as disposições do mercado único europeu serão aplicadas ao Reino Unido até o dia 31 de dezembro de 2010.

O último dia do ano de 2020 é um bom prazo para Barnier, já que representa "o término do atual marco financeiro plurianual da UE", apesar de ser um período inferior aos dois anos propostos pela chefe do Governo britânico.

Os países do bloco devem dar sua aprovação até o final de janeiro às recomendações da Comissão, que negocia em nome dos 27 as condições do Brexit.

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