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Europa

Aliados de May provocam novo fracasso nas negociações do Brexit

media Theresa May e Jean-Claude Juncker: a objeção de um pequeno partido aliado freia, mais uma vez, as negociações para o Brexit. REUTERS/Yves Herman

Pressionada pelo Partido Unionista Democrático (DUP), Theresa May voltou atrás e não chegou a um acordo com a União Europeia (EU), nesta segunda-feira (4), para encerrar a última fase de suas negociações de separação.

O anúncio do fracasso do acordo aconteceu horas depois de o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, ter demonstrado otimismo e dito que a UE e o Reino Unido "estão se aproximando" de um acerto, após um encontro "encorajador" com o primeiro-ministro irlandês Leo Varadkar.

A rede de TV da Irlanda RTE e o jornal Financial Times já haviam reportado que o reino Unido iria manter as regras aduaneiras e de mercado único da UE para a Irlanda do Norte, a fim de atender a um pedido insistente de Dublin de que o Brexit não traga de volta uma "fronteira dura", ameaçando um processo de paz que deu fim a décadas de tensões separatistas.

O veto dos unionistas do DUP

Contudo, à medida que os rumores ganharam força, os deputados do DUP da Irlanda do Norte, que defendem a união com a Grã-Bretanha, protestaram contra um possível acordo nesses termos, porque ele aproximaria a sua província à República da Irlanda, afastando-a do resto do Reino Unido.

Num telefonema a Theresa May, Arlene Foster, líder unionista da Irlanda do Norte, foi taxativa: "Não aceitamos nenhuma forma de divergência regulatória que separe a Irlanda do Norte econômica ou politicamente do Reino Unido".

Como o partido Conservador britânico não tem a maioria do parlamento e depende da aliança com os unionistas para governar com uma frágil maioria, Theresa May cedeu aos protestos, desistindo do projeto de fronteira livre entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte.

“Isso não é um fracasso”

O primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, demonstrou sua decepção pelo recuo. "Estou surpreso e decepcionado que o governo britânico não pareça estar em condições de concluir o que tinha sido acordado antes", disse Varadkar em uma entrevista coletiva em Dublin.

Para permitir o início das discussões sobre as relações comerciais e o período de transição na cúpula de 15 de dezembro, a UE exige conclusões acerca de questões fundamentais da separação: a fatura a ser paga pelo Reino Unido, o futuro dos cidadãos europeus após o Brexit e a questão da fronteira irlandesa.

"Apesar dos nossos esforços e dos avanços significativos que nós e nossas equipes fizeram nos últimos dias sobre os problemas remanescentes da saída, não foi possível chegar a um acordo completo hoje", disse Juncker em uma entrevista coletiva ao lado de May. "Isso não é um fracasso. Estou muito confiante de que vamos alcançar um acordo ao longo desta semana", completou.

Juncker, ex-primeiro-ministro de Luxemburgo, disse ainda que May é "uma negociadora dura e nada fácil".

May, por sua vez, disse que ainda há "algumas questões. Mas nós vamos nos reencontrar antes do fim desta semana, e eu também estou confiante de que vamos concluir isso bem".

Fatura e direitos dos cidadãos

A UE exigiu "avanços suficientes" da Grã-Bretanha acerca da fatura de saída, dos direitos dos cidadãos e da fronteira irlandesa para que os 27 iniciem a segunda fase de negociações, que inclui a futura relação da UE com Londres, especialmente no setor comercial.

O fracasso para fazer avançar as negociações ainda neste mês poderia fazer a UE "repensar" se um acordo geral de saída sequer é possível, alertou Tusk, trazendo a perspectiva de uma saída caótica, com efeitos econômicos de larga escala.

De acordo com alguns veículos da imprensa, já haveria um acordo sobre a fatura do divórcio, entre € 45 e € 55 bilhões.

A informação foi negada pelas duas partes, mas Londres "apresentou propostas muito próximas das demandas dos 27 Estados-membros", admitiu o comissário europeu, Phil Hogan.

Um acordo acerca da terceira questão, a dos direitos dos mais de 3 milhões de cidadãos europeus no Reino Unido, se aproxima, mas ainda não está certo. O Parlamento Europeu exige um compromisso do Tribunal de Justiça da União Europeia para garantir os direitos dos europeus no território britânico após o Brexit.

(Com agência AFP)

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