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Europa

"Ainda é possível cancelar o Brexit", diz ex-premiê britânico ao Figaro

media Em entrevista exclusiva ao jornal Le Figaro, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair afirma que luta pelo cancelamento do Brexit. Fotomontagem RFI / lefigaro.fr

A imprensa francesa destaca nesta quinta-feira (30) a evolução das negociações em Bruxelas sobre a conta do Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. Mas, em entrevista exclusiva ao jornal Le Figaro, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair diz que ainda não desistiu de tentar convencer os britânicos a permanecer no bloco.

"A cruzada de Tony Blair para cancelar o Brexit" é a manchete do diário Le Figaro. De passagem por Paris, o ex-premiê britânico conversou com o jornal. "Meu país tem direito de mudar de opinião, quero lutar por isso", declarou Tony Blair.

Blair está convencido que o sentimento da população do Reino Unido mudou desde a realização do referendo que decidiu pela saída do país da União Europeia, em junho de 2016. "Quando as negociações em Bruxelas tiverem terminado, qualquer que seja o acordo obtido pelo governo, nós temos o direito de nos pronunciar", diz o ex-primeiro-ministro britânico ao jornal Le Figaro.

A imprensa britânica revelou nesta semana que Londres teria aceito pagar até € 55 bilhões pelo divórcio, o que irritou alguns críticos ao governo da primeira-ministra Theresa May, que acreditam que o alto valor demonstra a impossibilidade de realizar o Brexit nos formatos em que foi apresentado para o povo britânico. Para Blair, a persistência da premiê em concretizar um acordo dentro dos prazos previstos coloca o interesse do Partido Conservador acima do interesse da população.

O premiê também destaca os movimentos que militam contra o Brexit no Reino Unido, como o "Open Britain" e o "Best for Britain". "A atmosfera está mudando em nosso país", garante. Por isso, Blair é incisivo: "continuo a acreditar que ainda é possível cancelar o Brexit". O ex-premiê também se diz esperançoso que, antes de bater o martelo, o Parlamento realize uma votação sobre o acordo. Para isso, Blair acredita ser essencial informar a população sobre os termos do contrato que, segundo ele, pode ser a decisão mais importante do país desde a Segunda Guerra Mundial.

Quanto será a fatura final?

"Brexit: um acordo se desenha entre Bruxelas e Londres" é a manchete do jornal econômico Les Echos. "A duas semanas de uma cúpula europeia decisiva, as posições se aproximam claramente sobre o custo do divórcio e a questão da fronteira irlandesa", destaca o diário, explicando que Londres e Bruxelas querem criar um dispositivo para evitar divergências nos limites entre a Irlanda do Norte, que faz parte da Grã-Bretanha, e a República da Irlanda, que integra a União Europeia.

Independente das muitas questões indefinidas, para Les Echos, há uma certeza: "Bruxelas e Londres estão de acordo sobre os principais termos financeiros do divórcio". "Mas quanto será a fatura final?", questiona o diário, lembrando que as duas partes se recusam em falar em valores neste momento. Nos bastidores, se reconhece que "tudo gira em torno de conceder à May uma saída honrosa", ou, segundo Les Echos, um "acordo de gentlemen".

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