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Europa

Morre na prisão Toto Riina, poderoso chefão da Cosa Nostra

media Salvatore Riina, também conhecido como Toto Riina, em Palermo, na Itália, em 4 de março de 1993.. Photo : Franco Origlia/Getty Images

Toto Riina, um dos chefões mais sanguinários e temidos da máfia siciliana, morreu de câncer nesta sexta-feira (17) aos 87 anos. Mas sua organização criminosa, a Cosa Nostra, permanece de pé, embora muito mais discreta que há alguns anos.

Descendente do clã Corleone, Salvatore "Toto" Riina, que fez aniversário na quinta-feira (16), morreu na unidade carcerária de um hospital de Parma, norte da Itália, durante a madrugada, segundo informações do ministério italiano da Justiça.

Com o apelido "La Belva" (“A Fera”, em português), Riina espalhou o terror durante quase 20 anos na Sicília e dentro da Cosa Nostra, como também é conhecida a máfia, uma organização que controlava desde os anos 1970.

“Foi um mafioso muito perigoso”, conta Stéphane Quéré, criminologista francês especializado na Cosa Nostra, a máfia siciliana. “Com certeza ele entrou na organização criminosa no fim dos anos 40. Nos anos 1970 chegou à cúpula da máfia, onde era desconsiderado, porque vinha do vilarejo de Corleone, em Palermo. Era considerado um caipira. Pouco a pouco ele mostrou a que vinha, até destituir o topo da Cosa Nostra, junto com outros clãs de Palermo”, conta Quéré, durante entrevista à RFI.

“Ele participou do que chamamos da Guerra da Máfia nos anos 1980, o que foi na verdade uma guerra de eliminação de clãs mais fracos. Ele fez esta espécie de ‘golpe de estado’. E depois, principalmente, esteve na origem dos atentados contra os juízes em 1992”, explica o especialista.

“Após sua prisão, há 24 anos, sob o regime de ‘encarceramento duro’ para mafiosos, previsto pelo código penal italiano, sem visitas, apenas a de seu advogado, não sabemos se ele conseguiu dirigir a máfia de lá ou se ainda continuava a ser considerado o chefão da Cosa Nostra. Parece que sim”, conta o criminologista.

Cosa Nostra está viva

“A máfia passou a usar colarinho branco, ficou mais discreta e mais difícil de ser rastreada”, analisa Quéré. “Acho que os erros principais foram cometidos exatamente por Toto Riina e seu sucessor, Bernardo Provenzano, que também morreu dentro de uma prisão, no ano passado. O problema foi a estratégia terrorista da Cosa Nostra em 1992 e 1993 que criou uma ruptura. Antes, a máfia negociava com algumas parcelas da vida política. Mas quando acontece a confrontação, a repressão foi total”, explica o especialista.

Toto Riina, que cumpria 26 penas de prisão perpétua e estava em coma há alguns dias, ordenou a execução de pelo menos 150 pessoas. Sua mulher e três de seus quatro filhos foram autorizados na quinta-feira pelo ministério italiano da Saúde a visitá-lo para uma despedida.

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