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Interventores de Madri chegam a Barcelona para assumir gestão da Catalunha

Interventores de Madri chegam a Barcelona para assumir gestão da Catalunha
 
Barcelona, 29 de outubro 2017. Milhares de catalães contrários à declaração de independência na Catalunha foram às ruas neste domingo. REUTERS/Yves Herman

A semana começa na Espanha sob o eco de uma grande manifestação em Barcelona contra a independência da Catalunha no domingo (29). Também continua a dúvida sobre o que vai acontecer com os membros do governo catalão destituídos e a nova administração da região, com a chegada dos novos representantes enviados por Madri. 

Fina Iñiguez, correspondente da RFI em Barcelona

A mobilização protesto reuniu 300 mil pessoas, segundo a polícia, mais de um milhão, de acordo com a organização. Se uma coisa ficou clara em Barcelona no domingo é que um número nada desprezível de pessoas quer a unidade da Espanha e apoia as medidas para destituir o governo catalão.

Mostra também a dimensão da fratura social provocada pela polarização das posturas nacionalistas a favor e contra a independência que culminou na sexta-feira (27): enquanto uma parte da população comemorava a proclamação da República Catalã, outra aplaudia a intervenção de Madri na região.

A crise da Catalunha é resultado de um enorme fracasso político da democracia espanhola que foi incapaz de resolver um conflito previsível às custas de provocar o ressentimento e a falta de respeito entre os que pensam diferente.

Campanha para as eleições da Catalunha

A manifestação de domingo serviu também para os partidos chamados “constitucionalistas” - o Partido Socialista, o governista Partido Popular e o Ciudadanos -, aproveitarem o palanque e a multidão para entrarem de cabeça na campanha para as eleições de 21 de dezembro anunciadas pelo chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy

Os partidos independentistas por enquanto não manifestaram se irão ou não participar. De acordo com pesquisas publicadas pelos jornais El Mundo e El País, essas legendas não ganhariam a maioria absoluta nessas eleições. 

A questão agora é ver o que os três principais partidos separatistas vão fazer. Se participarem, assumem a renúncia da declaração de independência, mas não participando ficam fora da política durante os próximos quatro anos. 

Especula-se que, para juntar forças, eles estão estudando a possibilidade de se apresentarem numa lista unitária. Os partidos têm menos de 10 dias para resolver o dilema e apresentar seus candidatos. O risco dessas eleições é que se as legendas independentistas eventualmente ganharem, o conflito catalão, longe de se resolver, volta ao ponto zero.

Governo destituído vai ao trabalho?

Essa é a outra incógnita do dia. Nenhum membro do governo aceitou publicamente a demissão até o momento e esta segunda-feira (30) é o primeiro dia útil após a intervenção de Madri no governo da Catalunha. De acordo com o jornal El Periódico, os secretários de Estado designados por Madri estão desembarcando em Barcelona para assumir a administração da Generalitat - sede do governo catalão - e do Parlamento. De acordo com o diário, os enviados de Madri não esperam encontrar resistência entre os funcionários na ocupação dos centros oficiais de trabalho do governo destituído. As televisões de todo o mundo já estão do lado de fora esperando captar as imagens.

Paralelamente à gestão administrativa, no âmbito judiciário, a procuradoria-geral do Estado vai apresentar também nesta segunda-feira as queixas, que podem ser por rebelião ou sedição, contra o presidente destituído, Carles Puigdemont, e o resto do governo e dos representantes parlamentares depostos. Essa será mais uma jornada tensa política e juridicamente no país.

Neste fim de semana, os líderes independentistas ficaram praticamente mudos, o que desconcertou os milhares de catalães que, depois de vararem a noite de sexta-feira comemorando a declaração de independência, ficaram sem saber quais vão ser os novos passos da nova e provável efêmera República Catalã.
 


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