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Europa

Comissão Europeia propõe renovação “curta” do glifosato no bloco

media Protestos de agricultores na Champs Elysée em Paris contra projeto de proibir o uso do glifosato até 2022. REUTERS/Philippe Wojazer

A Comissão Europeia propôs nesta terça-feira (24) a renovação da licença do glifosato por um período de cinco a sete anos, mais curto do que o normal, devido a pressões da opinião pública e da Eurocâmara contra o polêmico herbicida.

A Comissão Europeia, o braço executivo do bloco europeu, havia recomendado originalmente que a licença para o glifosato fosse renovada por 10 anos, mas enfrentou uma crescente resistência pelos supostos perigos do uso deste agrotóxico, que alguns temem que possa causar câncer.

A mudança ocorre um dia antes dos 28 Estados membros da UE votarem sobre a renovação da licença do glifosato na Europa e poucas horas depois que o Parlamento Europeu aprovou uma resolução não-vinculativa pedindo que o produto químico seja banido até 2022.

A decisão visa reunir "o maior número possível" de Estados-membros na votação programada para quarta-feira (25) em Bruxelas, no comitê de peritos responsável pelo processo, segundo disse o porta-voz da Comissão, Margaritis Schinas, durante uma conferência de imprensa em Estrasburgo. O executivo europeu queria dar uma "margem" ao seu representante para "estruturar" o maior apoio possível "a um período de renovação de cinco a sete anos".

Proibição definitiva

Os críticos do glifosato, liderados por ativistas ambientais do Greenpeace, estão pedindo uma proibição definitiva na Europa e entregaram na segunda-feira (23) à UE uma petição assinada por mais de 1,3 milhão de pessoas apoiando o movimento.

Os eurodeputados disseram que a licença deve ser renovada por apenas cinco anos e criticaram a proposta da comissão, dizendo que "não garante um alto nível de proteção às saúdes humana e animal e ao meio ambiente, (e) não aplica o princípio da precaução".

Eles pediram uma interrupção do uso não profissional do glifosato quando sua licença expirar, em 15 de dezembro de 2017, assim como do uso do produto perto de parques públicos e playgrounds.

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