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Brexit: divisões no governo britânico atrapalham negociações com UE

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Brexit: divisões no governo britânico atrapalham negociações com UE
 
Premiê do Reino Unido, Theresa May, tenta destravar negociações com UE - mas enfrenta divisões internas que bloqueiam avanços pelo lado britânico. REUTERS/Toby Melville

Após quatro meses de negociações sem progresso, o Brexit – a saída do Reino Unido do bloco europeu – vai dominar a agenda da reunião dos líderes da União Europeia, em Bruxelas. A primeira-ministra britânica, Theresa May, deve fazer uma última tentativa para avançar no diálogo, apesar das divisões sobre o assunto no seu próprio governo.

Letícia Fonseca, correspondente da RFI em Bruxelas

Na reunião de dois dias, que começa nesta quinta-feira (19), em Bruxelas, os líderes da União Europeia devem voltar a dizer que não houve progresso suficiente em questões essenciais sobre a saída do Reino Unido do bloco. Enquanto o governo do outro lado do Canal da Mancha não detalhar o que aceita pagar e fazer propostas específicas sobre as contas do divórcio, a União Europeia não vai estar pronta para discutir as futuras relações com Londres, nem o comércio bilateral.

Uma das maiores ambições da primeira-ministra britânica é o acordo de livre comércio com o bloco europeu. No início da semana, o Reino Unido acusou Bruxelas de “ganhar tempo” nas negociações do Brexit para obter “mais dinheiro” do Reino Unido.

A acusação feita pelo ministro britânico para o Brexit, David Davis, foi rebatida imediatamente. “Estamos prontos para acelerar o ritmo das conversas, mas é preciso que as duas partes avancem”, afirmou o negociador do bloco europeu, Michel Barnier. O jogo de acusações do Reino Unido não deve alterar em nada a posição dos dirigentes da União Europeia.

Essa será a segunda vez que Theresa May desembarca em Bruxelas nesta semana, o que indica o quanto a líder conservadora está tentando, até agora em vão, mover as negociações do Brexit para além do impasse atual. Na segunda-feira, a chefe do governo britânico não recebeu nenhum sinal favorável durante o jantar com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker e o negociador europeu.

Mais união nos 27 países europeus do que dentro do Reino Unido

Theresa May enfrenta divisões enormes sobre o Brexit dentro de seu próprio gabinete. O ministro das Relações Exteriores do país, Boris Johnson, tem feito uma campanha quase aberta contra a posição de May nas discussões sobre o Brexit. A maioria do Partido Conservador pede para que a premiê tenha uma posição forte nas negociações. Certamente, no que se refere à saída do Reino Unido do bloco europeu, parece existir mais união entre os 27 países da UE do que dentro da equipe do governo britânico.

Os líderes europeus devem concordar com o início das discussões preparatórias internas na UE sobre um possível acordo comercial com o Reino Unido e um eventual período de transição. Com isso, Bruxelas pretende mostrar que os governos do bloco estão oferecendo uma certa dose de flexibilidade. Além disso, os dirigentes devem indicar que as negociações de uma nova fase poderiam começar em dezembro.

Porém, esse sinal verde está condicionado a avanços do lado britânico em temas como os direitos dos cidadãos, a fronteira na Irlanda e a conta do Brexit. Em Bruxelas, Theresa May deve se reunir com várias lideranças do bloco, mas nenhuma proposta nova está sendo aguardada.

Relações com a Turquia também serão debatidas

O Conselho Europeu vai, ainda, abordar outras questões como imigração, defesa, o mercado único digital e as relações com a Turquia, que permanecem estremecidas desde a tentativa de golpe sofrida pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em julho do ano passado. Os governos europeus acusam o regime autoritário de Erdogan de violar direitos humanos durante a repressão de seus opositores.

A chanceler alemã, Angela Merkel, inclusive pediu a “suspensão ou fim” das negociações sobre a adesão do país ao bloco europeu. Do outro lado, o governo de Ancara acusa a União Europeia de apoiar o terrorismo. Segundo autoridades turcas, alguns países europeus estão abrigando combatentes curdos e de extrema-esquerda, além de participantes do golpe fracassado na Turquia.

 


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