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Europa

Portugal em luto depois da morte de 36 pessoas em incêndios

media Bombeiros em Cabanoes, na comunidade de Lousa. REUTERS/Pedro Nunes

O governo decretou nesta terça-feira (17) três dias de luto depois morte de dezenas de pessoas em incêndios florestais no centro e no norte do país, que começaram no último domingo. Mais de 63 pessoas ficaram feridas, 16 em estado grave.

Segundo a guarda-civil portuguesa, sete pessoas continuam desaparecidas. A porta-voz do organismo, Patricia Gaspar, declarou que o balanço definitivo ainda não havia sido divulgado. Na noite de segunda para terça-feira, mais de 3600 bombeiros ainda tentavam controlar 50 focos de incêndio.

Os canais de televisão portugueses transmitiram imagens chocantes de chamas devastando árvores e casas. Os habitantes, aterrorizados, tentavam, em vão, frear o avanço do fogo ou abandonavam suas ruas.

“A maioria das vítimas morreu em seus carros, mas também encontramos vítimas no interior de suas casas", explicou o prefeito de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, à televisão pública RTP. "Toda a cidade parecia uma bola de fogo, rodeada pelas chamas por todos os lados", descreveu, acrescentando que mais de uma centena de famílias perderam suas casas neste município de 20.000 habitantes.

Mais de 700 incêndios

As autoridades portuguesas registraram mais de 700 incêndios entre domingo e segunda. Um dos motivos dessa onda é o furacão Ophelia, que passou pela Península Ibérica antes de atingir a Irlanda, segundo a ministra do Interior, Constança Urbano de Sousa. “Portugal vive uma seca intensa e o país foi atingido por fortes ventos do furacão Ophelia”, declarou.

O país continua em alerta vermelho até hoje às 20h, mas nos próximos dias, com a queda das temperaturas e previsão de chuvas, a tendência é que o fogo seja definitivamente controlado. A circulação ferroviária no norte do país, que havia sido suspensa neste domingo por conta dos incêndios, foi reestabelecida nesta terça-feira (17) pela manhã.

Esta é a segunda vez no ano que Portugal é atingido por incêndios florestais. Em junho, mais de 64 pessoas morreram e 250 feridos em Pedrógao Grande, no centro do país. Desde o início do ano, mais de 350 mil hectares de vegetação foram destruídos, quatro vezes mais do que a média dos últimos dez anos, segundo estimativas do Sistema Europeu de Informações sobre o fogo em florestas.

Três mortos na Espanha

Portugal não foi o único país atingido pelos incêndios. No noroeste da Espanha, na Galícia, pelo menos três pessoas morreram, duas delas dentro de um carro em Nigran, quando tentavam fugir. A terceira vítima foi um idoso, em Carballeda. A Espanha também decretou três dias de luto regional em homenagem às vítimas.

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