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Europa

Extrema-direita está cada vez mais perto do poder na Áustria

media Sebastian Kurz pode fazer coalizão com a extrema-direita para governar a Áustria REUTERS/Leonhard Foeger

A extrema-direita da Áustria se mostrou pronta nesta segunda-feira (16) para um possível retorno ao poder em uma coalizão com o conservador "menino prodígio" Sebastian Kurz, o mais novo líder “em espera” do mundo, em um novo triunfo para os populistas europeus.

A entrada no governo, após as eleições no domingo (15), de um partido ambivalente sobre a União Europeia seria uma dor de cabeça nova para Bruxelas enquanto luta contra a Brexit e uma série de outros desafios.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, desejou a Kurz  “sucesso para formar um governo pró-europeu" em um post ao jovem eleito de 31 anos de idade, no Twitter.

O Partido Popular Austríaco (ÖVP), de Kurz, ganhou o pleito de domingo com 31,7% dos votos, ante os 26,9 % dos social-democratas (SPÖ), do chanceler Christian Kern.

Emergindo com  26%, o Partido da Liberdade anti-imigração (FPÖ) teve a mais alta percentagem de votos desde 1999 e o dobro de seu aliado alemão, o Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições alemãs do mês passado. A chanceler Angela Merkel chamou o resultado da FPÖ de "um grande desafio".

Para governar, Kurz tem que formar uma coalizão, e seu parceiro mais provável é tido como sendo o FPÖ e não uma repetição da "grande coalizão" com o SPÖ de Kern.

Relatos da mídia dizem que os dois partidos já estavam envolvidos em conversas intensas de bastidores, com o líder da FPÖ, Heinz-Christian Strache, 48, exigindo posições ministeriais importantes.

Alexander Van der Bellen, que derrotou por pouco Norbert Hofer, do FPÖ, em dezembro para se tornar presidente, disse no domingo que se reservou ao direito de bloquear certos ministros.

Kern, 51, pareceu resignado a entrar para oposição, dizendo que havia "enormes coincidências" entre Kurz e Strache.

Jardins de infância islâmicos

Como a Frente Nacional da França (FN), o AfD, na Alemanha, e o Geert Wilders na Holanda, o FPÖ suscitou preocupações quanto ao influxo recorde de migrantes para a Europa.

Chegou perto de ganhar a presidência em dezembro e liderou em pesquisas de opinião até maio, quando Kurz assumiu o ÖVP e puxou o partido para a direita.

Como ministro das Relações Exteriores, Kurz reivindica o crédito pelo fechamento da rota dos migrantes dos Balcãs em 2016, que viu centenas de milhares de refugiados entrarem na Europa ocidental.

Ele quer fechar os jardins de infância islâmicos, cortar pagamentos de assistência social para estrangeiros, reduzir impostos e meter a faca na burocracia inchada da Áustria – exatamente como propunha Strache.

Quando o ÖVP e o FPÖ formaram uma coalizão de governo em 2000, quando a extrema direita foi liderada pelo polêmico Joerg Haider, a Áustria tornou-se um pária na Europa.

Mas hoje, com a Europa agora mais atraída para os nacionalistas e o FPÖ visto como tendo amadurecido, é improvável que a reação seja repetida, dizem especialistas.

União Europeia em questão

Mas ainda pode haver problemas para a União Europeia

O manifesto da FPÖ diz que a soberania da Áustria e o "ideal de uma Europa das países" estão "cada vez mais ameaçados", particularmente com o "objetivo da UE de ser um monstro burocrático centralizado".

Ele quer que as sanções da UE contra a Rússia sejam levantadas e para a Áustria potencialmente se juntar ao grupo Visegrad, de países da Europa do leste e central, que se tornou um tema espinhoso para Bruxelas.

Segundo comentários, o FN da França - que é aliado do FPÖ no Parlamento Europeu – teria dito nesta segunda-feira que o sucesso das eleições da FPÖ foi "outra derrota bem-vinda para a UE”.

A Áustria ocupará a presidência da UE no segundo semestre de 2018, quando Bruxelas quer concluir as negociações da Brexit.

Strache chamou o voto da Grã-Bretanha para deixar o bloco de um chamado de alerta e disse que o Reino Unido "provavelmente acabará melhor".

Mas Kurz é também um problema em potencial, com suas opiniões sobre imigração e política econômica "diametralmente opostas" às da França e da Alemanha, de acordo com o especialista Patrick Moreau, de Paris.

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