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Europa

"Via eslovena" inspira independentistas catalães

media Carles Puigdemont, o presidente catalão (ao centro) esteve na Eslovênia no verão de 1991, pouco depois de o país declarar unilateralmente a sua independência da Iugoslávia ©REUTERS/Albert Gea

O processo de independência da Catalunha tem sido visto por especialistas como similar ao da independência da Eslovênia, país que integrava a ex-Iuguslávia e que se independentizou em junho de 1991, após um referendo votado no ano anterior em que 88% dos votantes disseram sim à independência.

As semelhanças com o processo catalão têm sua razão de ser também porque o atual presidente da Catalunha, Carlos Puigdemont, visitou o país, terra natal do filósofo Slavoj Žižek e da primeira-dama dos EUA, Melania Trump, pouco depois da declaração unilateral de independência do pequeno país, no verão europeu de 1991, a fim de ver de perto a consolidação da independência no local.

No caso esloveno, à declaração unilateral, proclamada no dia 25 de junho de 1991, se seguiu uma guerra de dez dias, com o exército iugoslavo tentando reverter a decisão. Já a vizinha Croácia, que declarou independência de Belgrado no mesmo dia, viveu uma guerra mais duradoura e sangrenta contra os sérvios.

Tanto a Eslovênia quanto a Croácia foram reconhecidas como repúblicas independentes após alguns meses da declaração de independência e hoje ambas fazem parte da União Europeia – sendo que a Eslovênia integra o bloco desde 2004 e a croácia desde 2013.

Referendo teve quase 90% de sim

A trajetória da Eslovênia inspira os independentistas catalães, que esperam ter a independência reconhecida proximamente. A Eslovênia chegou a declarar independência em 1990 e voltou atrás para negociar um referendo acordado com Belgrado e ganhar tempo para futuros reconhecimentos. Além disso, o porta-voz dos observadores internacionais do processo catalão foi ninguém menos que Dimitrij Rupel, ex-ministro das Relações Exteriores da Eslovênia.

E há quem aponte que os independentistas do Junts pel Sí se inspiram na coalizão civil eslovena Demos, que reuniu distintos partidos, ganhou uma eleição e, ao chegar ao poder, organizou um referendo independentista.

O referendo, votado em dezembro de 1990, não foi reconhecido por Belgrado, e a coalizão no governo optou por não implementar seu resultado – quase 90% votaram pelo sim – de imediato, numa tentativa de negociar a independência com Belgrado, coisa que nunca chegou a acontecer.

A Eslovênia só veio a declarar independência em junho de 1991 e ainda assim teve que amargar três meses de moratória da comunidade internacional. Apenas em dezembro de 1991, um ano após o referendo, começaram a chegar os primeiros reconhecimentos. Em 1992, a União Europeia, da qual o país só viria a fazer parte 12 anos depois, deu o seu reconhecimento e isso abriu caminho para a legitimação da República Eslovena perante à comunidade internacional.

Déjà-vu

No caso da Catalunha, a via eslovena é uma estratégia defendida pelos independentistas. “Nós vamos seguir os mesmos passos da Eslovênia, e os Estados europeus devem nos reconhecer daqui a alguns dias ou semanas”, declarou, esperançosa, a funcionária pública catalã Maria Falgas à agência France Presse.

O site Catalan Monitor, em inglês, também se refere à Eslovênia em sua manchete desta quarta-feira (11): “Puigdemont opta pela via eslovena”, estampa a frase da página principal. O site compara a demora da Catalunha em declarar independência à da Eslovênia, “onde o medo de uma reação violenta de Sérvia - como aconteceu na Croácia - levou a uma declaração de independência provisoriamente congelada”.

O principal jornal esloveno, Delo, em matéria publicada nesta quarta-feira (11), também se refere às semelhanças nos processos e estampa a frase atribuída aos independentistas catalães: “Esperemos, como esperaram os eslovenos”, o que mostra que as idas e vindas de Puigdemont fazem parte de uma estratégia já conhecida na Europa.

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