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Europa

Espanha: suspense com possível declaração de independência da Catalunha

media Catalunha Uma mar de bandeiras espanholas toma conta de Barcelona. REUTERS/Albert Gea

O presidente regional da Catalunha, Carlos Puigdemont, comparece ao Parlamento pela primeira vez nesta terça-feira (10), desde o referendo proibido pela Justiça no dia 1° de outubro. A votação deu a vitória aos independentistas, apesar do reduzido índice de participação.

O teor do discurso é uma incógnita: ainda não se sabe se Puigdemont vai declarar a independência ou renunciar para manter a porta aberta ao diálogo, na pior crise política do país em décadas. Em princípio, ele deve defender a separação, mas as pressões nacionais e internacionais, assim como a incerteza econômica, podem mudar a postura do representante catalão, que busca uma mediação internacional para solucionar o conflito.

Madri não pretende ficar de braços cruzados, já que o que está em jogo é o futuro de um território estratégico para a Espanha, com uma superfície equivalente ao tamanho da Bélgica, com 16% da população do país e responsável por 19% de seu PIB (Produto Interno Bruto).

Nesta terça-feira, o ministro espanhol da Economia, Luis de Guindos, afirmou que o governo do país conta com o apoio da União Europeia. "Isso não é um tema de independência sim, independência não. Isso é um tema de rebelião contra o Estado de direito e o Estado de direito é a base não apenas da convivência na Espanha, mas também da convivência na Europa", declarou De Guindos.

Constituição proíbe separação

O artigo 155 da Constituição prevê a suspensão do governo autônomo da Catalunha, restaurado após a ditadura de Francisco Franco (1939-1975), ou inclusive decretar um estado de emergência na região.

O referendo de 1 de outubro, marcado pela violência policial para impedir a votação em determinados locais, teve participação de apenas 43% dos 5,3 milhões de eleitores inscritos, dos quais 90% votaram a favor da independência. Muitos catalães protestaram no domingo nas ruas de Barcelona contra a separação e optaram pela abstenção na consulta que consideravam ilegítima e sem garantias de neutralidade.

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