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Europa

Partido de Merkel confirma previsões e vence eleição legislativa na Alemanha

media Apoiadores de Merkel comemoram no QG do partido em Berlim. REUTERS/Kai Pfaffenbach

A coalizão de centro-direita formada pelos partidos CDU e CSU reuniu 32,5% dos votos nas eleições legislativas alemãs, segundo os primeiro resultados divulgados neste domingo (24), que confirmam o quarto mandato da chanceler Angela Merkel. O partido de extrema-direta AfD conquistou 13,5% dos votos e entra pela primeira vez no Bundestag.

Enviado especial a Berlim

Esse é o resultado mais baixo registrado pela CDU desde 1949. Segundo os números divulgados às 18h pelo horário local (13h em Brasília), logo após o fechamento das urnas, o grupo de Merkel, formado pela União Democrata Cristã (CDU na sigla em alemão) e pela União Social-Cristã na Baviera (CSU), é seguido pelo Partido Social-democrata Alemão (SPD), que conquistou cerca de 20% dos votos, um resultado que também é considera historicamente baixo para a formação de centro-esquerda.

Além dos dois principais partidos, todas as atenções estavam voltadas para os resultados do Alternativa para a Alemanha (AfD), formação de extrema-direita que ameaçava alcançar o terceiro lugar. As previsões se confirmaram e o partido obteve 13,5% dos votos, número bem superior aos 5% necessários para entrar no Bundestag. "Hoje é um dia excepcional para a história de nosso partido. Vamos mudar esse país. Vamos expulsar Angela Merkel”, celebrou Alexander Gauland, um dos líderes do AfD.

Com o resultado, não apenas a legenda extremista entra pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial no Parlamento Federal, como também se torna a principal força de oposição do país. A AfD conquistou os eleitores com um discurso anti-Merkel, mas principalmente anti-imigrantes e contra os muçulmanos.

“A presença de um partido como o AfD no Parlamento é insuportável para um democrata”, declarou o chefe do SPD, o ex-presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz, primeiro a se exprimir logo após a divulgação do resultado.

Merkel quer reconquistar eleitores da extrema-direita

Logo em seguida foi a vez de Angela Merkel reagir aos números divulgados na primeira hora. Em uma breve declaração, a chanceler agradeceu os eleitores e os militantes, mas admitiu as dificuldades do pleito. “Nós queríamos um resultado melhor, é claro. Mas tivemos muitos desafios. O importante é que somos o partido político mais forte do país e temos a missão de construir um governo”, disse a chanceler. “O slogan de nossa campanha era ‘Uma Alemanha onde é bom viver’. Espero que também seja o caso nos próximos cinco ou dez anos”, disse a chanceler, que está no poder há 12 anos.

Merkel também falou sobre os resultados da extrema-direita. “Devemos enfrentar o desafio da entrada da Afd no Parlamento e tentar reconquistar os eleitores desse partido, mas também combatê-lo”, completou a chefe do governo na sede da CDU.

Logo após a divulgação dos resultados um protesto popular contra o AfD se formou nos arredores da Alexander Platz. Aos gritos de “antifascista” e “imigrantes são bem-vindos aqui”, em poucos minutos centenas de pessoas tomadas as ruas, cercadas por um forte esquema de segurança.

Governo de coalizão deve ser formado

O Partido Democrático Liberal (FDP na sigla em alemão), aliado tradicional do partido de Merkel, que havia ficado fora do Parlamento nas eleições de 2013, conquistou 10,5% dos votos e volta ao Bundestag. A legenda, que adota um discurso próximo do mundo das finanças, é seguida de perto pelos ecologistas (Die Grünen) e pela esquerda radical (Die Linke).

Merkeljá avisou que não pretende se unir aos partidos radicais, de esquerda ou de direita. A chefe do governo pode se unir com os ecologistas, mas as chances são grandes de que o FDP se torne seu terceiro aliado, ao lado do SPD.

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