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Europa

Rússia lança exercícios militares nas fronteiras da União Europeia

media O vice-ministro russo da Defesa, Alexander Fomine, durante a apresentação das manobras "Zapad 2017", no fim de agosto, em Moscou. AFP/Kirill Kudryavtsev

A Rússia lançou nesta quinta-feira (14) em parceria com a Belarus um dos maiores exercícios militares desde o fim da Guerra Fria, denominado "Zapad 2017", o que significa "Oeste 2017". O território coberto pelas manobras chega muito perto das fronteiras da Europa do norte e oriental, estendendo-se até o enclave russo de Kaliningrado, entre a Polônia e a Lituânia, países membros da União Europeia.

O exército russo organiza todos os anos, nesse período, importantes manobras em uma região fora da Rússia. O que preocupa os estados-maiores ocidentais, desta vez, principalmente os países bálticos, é a falta de transparência do Kremlin.

O Ministério da Defesa russo informou que 12.700 soldados participam das manobras, programadas para terminar no dia 20. Em comunicado nesta manhã, o governo russo indicou que os exercícios são puramente defensivos e não visam nenhum país em particular. No entanto, na avaliação dos governos da Lituânia e da Estônia, até 100.000 soldados e oficiais de inteligência podem estar envolvidos nas diferentes zonas de operação.

A questão do efetivo russo tem importância, já que permitiu ao Kremlin dispensar a presença de observadores estrangeiros durante os exercícios. De acordo com as regras da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), os países membros têm obrigação de notificar a entidade e aceitar a presença de inspetores internacionais quando as manobras militares envolvem mais de 13.000 homens. A atual campanha russa serve para testar equipamentos de última geração e armamento nuclear. A movimentação acontece sem vigilância externa.

Putin precisa de uma UE dividida para reinar com mais força

A desconfiança dos europeus vem do precedente criado pelo próprio presidente russo, Vladimir Putin. Desde a anexação da Crimeia em 2014 e do apoio de Moscou aos separatistas do leste da Ucrânia, Putin deixou transparecer que sua intenção não é só dividir os europeus e americanos, mas também fragmentar a União Europeia, destaca Alfredo Valladão, da universidade Sciences Po de Paris.

"O Kremlin prefere muito mais tratar com Estados soberanos europeus cada um com sua própria política externa, do que com um bloco europeu unido", acrescenta. Sobretudo nesse momento em que o relativo distanciamento americano está favorecendo o velho projeto de uma Europa da defesa e de uma integração econômica e financeira ainda mais estreita, lembra Valladão.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, assegurou, por sua parte, que não vê uma ameaça iminente contra um aliado, apesar de lamentar a falta de transparência da operação. É consenso entre especialistas europeus que o exercício é mais uma clara demonstração de força de Putin para intimidar os países ocidentais.

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