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Europa

Em discurso, presidente da Comissão Europeia defende “Europa que protege”

media O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker AFP/Patrick Herzog

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, apresentou nesta quarta-feira (13) seus planos para estimular a União Europeia, incluindo uma integração maior da zona do euro, durante seu discurso anual, ao parlamento europeu, em Estrasburgo.

"A Europa vai novamente de vento em popa. Temos agora uma janela de oportunidades, mas ela não permanecerá sempre aberta", declarou. Junker buscou dar um ar de otimismo em relação ao futuro do bloco, apesar do espectro do Brexit e a crise econômica e migratória, que abalaram o continente.

A dois anos do fim do seu mandato, o presidente da Comissão Europeia pretende promover uma integração maior da zona do euro, que deveria, em sua opinião, contar com quase todos os países do bloco, assim como o espaço Schengen.

Europa que protege

O comércio é uma das prioridades de Juncker para a construção de uma Europa "mais forte e mais unida". O objetivo do representante europeu é criar um "marco" europeu de controle dos investimentos estrangeiros na UE. A ideia é proteger setores estratégicos, em resposta às preocupações sobre as aquisições chinesas, o que pode não contar com o apoio dos 28 países do bloco.

A Alemanha, a França e a Itália reagiram positivamente à iniciativa da Comissão Europeia de reforçar o controle dos investimentos estrangeiros em setores estratégicos. De acordo com os três países, essa é uma etapa fundamental para assegurar uma concorrência leal e equilibrada na Europa.

Mudanças internas

Juncker ainda defendeu a ideia de unir o cargo de comissário europeu de Assuntos Financeiros com o de presidente do Eurogrupo (que reúne os 19 ministros das Finanças da Eurozona), criando um ministro europeu da Economia e Finanças.

Além disso, ele também propôs a fusão dos cargos de presidente do Executivo comunitário (Comissão) e de chefe do Conselho Europeu, que coordena os debates dos 28 governantes do bloco.

"A eficácia europeia ganharia força se conseguíssemos unir as presidências da Comissão Europeia e do Conselho Europeu", afirmou, acrescentando que "a paisagem europeia seria mais compreensível se o barco europeu fosse pilotado por apenas um capitão".

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