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Lítio na água pode reduzir risco de demência

Lítio na água pode reduzir risco de demência
 
Beber água com níveis mais elevados de lítio pode ter um efeito preventivo no desenvolvimento da demência, segundo pesquisa dinamarquesa. Pixabay

Um estudo científico feito na Dinamarca mostrou que o número de casos de demência na população daquele país é maior onde a água potável tem baixa concentração de lítio. A informação pode ser fundamental para diminuir a ocorrência de demência no mundo.

Margareth Marmori, correspondente em Copenhague

Pesquisadores da Universidade de Copenhague analisaram informações médicas sobre quase 74.000 pacientes portadores de demência e as compararam com os dados de mais de 730.000 dinamarqueses. Eles também mediram a concentração de lítio em 151 estações de abastecimento de água. Depois, eles cruzaram todos esses dados com informações sobre o lugar onde essas pessoas moravam. Assim, os cientistas descobriram que onde havia menos pessoas dementes era onde a água das torneiras tinha uma concentração maior de lítio.

De acordo com o estudo, o efeito positivo do lítio foi verificado para os dois principais tipos de demência, que são o mal de Alzheimer e a demência vascular, que é causada por problemas na circulação do sangue para o cérebro.

O lítio é um elemento químico metálico que é encontrado naturalmente em águas subterrâneas. A substância já é usada no tratamento de uma doença mental conhecida como transtorno bipolar. Além disso, testes com animais já haviam indicado que a substância pode ajudar a melhorar a capacidade de aprendizagem e a memória.

Os autores da pesquisa alertam, no entanto, que ainda é cedo para recomendar a adição de lítio à água usada para abastecimento público. Em entrevista ao jornal Politiken, o professor do centro de psiquiatria do hospital universitário de Copenhague, Lars Vedel Kessing, explicou que primeiro é preciso investigar se os resultados positivos encontrados na Dinamarca também podem ser observados em outros países.

Dosagem certa ainda requer estudos

Além disso, é preciso ter certeza que o uso prolongado do lítio não causa efeitos colaterais. Outra questão a ser esclarecida é qual a dosagem certa que pode ajudar a prevenir a demência. Os pesquisadores observaram que uma concentração alta de lítio na água não tinha um efeito tão positivo. Mas, quando a concentração na água era apenas um pouco acima da média, o efeito positivo era maior e o número de casos da doença caía 22%. Eles suspeitam que é a exposição prolongada a doses mínimas do elemento que produz os melhores resultados.

De qualquer maneira, esse estudo é muito positivo e cria uma esperança de prevenção da demência. Encontrar um meio de prevenir a doença seria um grande avanço, principalmente porque não existe cura para a demência. Alguns dos sintomas da doença são perda de memória, incapacidade de completar tarefas que antes eram fáceis, dificuldade para resolver problemas e mudanças de humor e personalidade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente, em todo o mundo, 47 milhões de pessoas sofrem de demência e esse número poderá triplicar em 2050. No Brasil, calcula-se que existam mais de um milhão de pessoas com a doença.

Na Dinamarca, segundo o Centro Nacional de Pesquisas sobre a Demência, a cada três horas uma pessoa morre por causa da doença. O país, com pouco mais de 5 milhões de habitantes, tem quase 84.000 que sofrem do mal.

Esta semana, um comunicado oficial da família real da Dinamarca informou que o príncipe consorte Henrique, marido da rainha Margrethe, sofre de demência. Nos últimos meses, o príncipe, que tem 83 anos, vinha se comportando em público de maneira diferente da habitual e dando declarações polêmicas à imprensa. Aparentemente, seu comportamento mudou como consequência da doença.


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