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Europa

UE adverte Hungria de que não há solidariedade "à la carte" com migrantes

media O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban REUTERS/Eric Vidal

A Comissão Europeia afirmou nesta sexta-feira (1°) estar disposta a analisar uma solicitação de ajuda da Hungria para financiar a proteção de suas fronteiras, mas ressaltou que a solidariedade europeia diante da crise migratória não é "à la carte".

O país do leste europeu pediu a Bruxelas o pagamento de metade dos € 800 milhões que assegura ter gasto para proteger a fronteira externa da União Europeia (UE), incluindo a construção de uma barreira, medida polêmica da política migratória do primeiro-ministro Viktor Orban.

O governo húngaro considera que se trata de uma questão de "solidariedade europeia" e destacou que outros países receberam apoio financeiro.

A Comissão Europeia respondeu que Budapeste já contou com a ajuda da UE em suas fronteiras no contexto da crise migratória.

"Se a Hungria pede um apoio adicional, a comissão está disposta a analisar rapidamente a solicitação", declarou uma porta-voz, destacando, porém, que "não devemos esquecer que a solidariedade é uma via de mão dupla" e "que não é um prato servido à la carte".

Abertamente hostil às políticas migratórias da UE, Orban mandou construir uma barreira na fronteira húngaro-sérvia em 2015 e outra em grande parte da fronteira húngaro-croata, ambas no sul do país, com o objetivo de conter o fluxo de migrantes.

Em 2017, Budapeste concluiu a construção de uma segunda cerca em sua fronteira sérvia, paralela a um alambrado precedente, com câmeras térmicas e sistemas de alarme, medidas muito criticadas por representantes da UE e organizações de defesa dos direitos humanos.

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