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Europa

Em manifestação histórica, Barcelona marcha contra o terrorismo e pela paz

media Homenagem às vítimas do atentado na Rambla de Barcelona Verónica Guillem Moragues

Acontece neste sábado (26) em Barcelona uma grande marcha contra o terrorismo e pela paz após os atentados da semana passada na capital catalã e na cidade de Cambrils, que deixaram 15 mortos.

Batizada de “No Tinc Por” (não tenho medo, em catalão), a manifestação, organizada pela prefeitura e pela Generalitat (governo da Catalunha), sairá às 18h do cruzamento das avenidas Diagonal e Passeig de Gràcia com destino à Praça Catalunha, no centro da cidade.

Em pleno conflito com os separatistas catalães, o premiê Mariano Rajoy pediu nesta sexta-feira (25) que os espanhóis participem em massa da manifestação, “para expressar seu amor por uma Catalunha enlutada”.

Rajoy, Felipe VI, Puigdemont e Colau fazem minuto de silêncio pelas vítimas Reuters

A prefeita, Ada Colau, disse que deseja que a marcha faça “transbordar” as ruas de Barcelona”. No pelotão de frente estarão os representantes dos coletivos que atenderam as vítimas do atentado, como as forças de segurança, profissionais de saúde, serviços de emergência, taxistas, comerciantes e moradores da zona.

Atrás deles virão o rei da Espanha, Felipe VI, Rajoy, o presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, a prefeita e outras autoridades políticas. É a primeira vez que um monarca participa de uma manifestação na história do país.

Na Praça Catalunha será montado um palco, para um ato “austero e breve”, segundo Colau, e que constará de duas partes.

Na primeira, a consagrada atriz Rosa María Sardà e a ativista muçulmana Míriam Hatibi farão a leitura de “textos especialmente escolhidos para a ocasião”, com colaboração do diretor LLuís Pasqual, do Teatro Lliure. A ideia é unir as pessoas e abraçar a diversidade – e repudiar as manifestações de islamofobia que aumentaram na Espanha após os ataques.

Na segunda parte, os violoncelistas Peter Thiemman e Guillem Gràcia interpretarão “El Cant dels Ocells", do catalão Pau Casals. Serão projetadas imagens mostrando como a população viveu os dias após os atentados. Voluntários distribuirão flores amarelas, brancas e vermelhas, as cores da bandeira de Barcelona.

“Solidariedade às vítimas”

Para o agente de viagem catalão Marino Aldama Caparrós, a marcha é importante “para unir as pessoas contra o terrorismo e em solidariedade às vítimas". “É também uma maneira de reafirmar que não temos medo. E que todos juntos podemos acabar com o terrorismo”, disse em entrevista à RFI Brasil.

O agente de viagem Marino Aldama Caparrós acha a marcha importante Arquivo Pessoal

Ele disse que os ataques o “surpreenderam muito”, mas, “ao mesmo tempo, eu tinha a sensação de que, depois dos atentados em cidades como Berlim, Londres, Paris e Nice, também aconteceria aqui, porque é a segunda maior cidade da Espanha e é muito turística.”

A optometrista valenciana Verónica Guillem Moragues, que mora em Lloret de Mar (65 km de Barcelona), acha que “há muita politicagem por trás da manifestação”. “Virão o rei, Rajoy... Não se acaba assim com o terrorismo, ainda mais sabendo que a Espanha exporta armas. Estamos em guerra e não sabem como solucionar o problema.”

Verónica Guillem Moragues e a filha, Clàudia, ficaram trancadas em um bar no dia do atentado Arquivo Pessoal

Quando houve o ataque em Barcelona, Verٔónica estava em um bar com a fllha, Clàudia, de 2 anos, na praça Real, vizinha à Rambla. “Ainda não acredito. Nos trancaram no estabelecimento por uma hora e meia. Fiquei com medo, porque estava com a Clàudia. Não é igual correr com uma criança nos braços do que correr sozinha”, contou à RFI Brasil.

Na última quinta-feira (24), ela voltou à Rambla para prestar homenagem às vítimas. Sua filha colocou um urso de pelúcia em meio flores, velas e mensagens. “O ambiente ainda é tenso, há policiais por todos os lugares. Há viaturas no começo da Rambla e do Portal de l'Àngel (via paralela) e policiais com metralhadoras”, afirma.

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