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Europa

Atentados na Catalunha: polícia intensifica buscas por marroquino de 22 anos

media Homenagens às vítimas dos atentados na avenida Las Ramblas, em Barcelona. REUTERS/Sergio Perez

As investigações sobre os atentados de Barcelona e Cambrils se aceleram neste sábado (19). A polícia se concentra nas buscas de Younes Abouyaaqoub, marroquino de 22 anos - um dos últimos membros ainda em fuga da célula jihadista que organizou e cometeu os ataques.

Dois dias após os violentos atentados na Catalunha, os investigadores desvendaram a célula jihadista, composta por 12 pessoas, responsável pelos atropelamentos que deixaram 14 mortos e 120 feridos. O governo espanhol indicou que todos os responsáveis pelos ataques foram identificados.

A maioria dos integrantes do grupo vivia na pequena cidade de Ripoll, no nordeste da Espanha, próxima da fronteira com a França. No total, cinco homens foram abatidos pela polícia no ataque de Cambrils, entre eles, Moussa Oukabir, de 17 anos, Said Aallaa, de 18 anos, e Mohamed Hychami, de 24 anos, todos marroquinos. Quatro homens foram presos, entre eles, Driss Oukabir, de 27 anos, irmão de Moussa.

Três jihadistas ainda estão sendo procurados, entre eles, Younes Abouyaaqoub, marroquino de 22 anos. A polícia catalã suspeita que ele possa ser o motorista da caminhonete do ataque de Barcelona.

Grupo preparava atentados com bomba

Os investigadores informaram que a célula jihadista preparava há meses ataques com bomba. Uma grande explosão na noite de quarta-feira (16), devido à manipulação incorreta de materiais, que destruiu parte de uma casa e matou uma pessoa e feriu sete em Alcanar, a 200 quilômetros de Barcelona, pode ter mudado os planos dos terroristas. Depois deste incidente, o grupo teria decidido realizar rapidamente os atropelamentos em Barcelona e em Cambrils. 

O perfil dos supostos agressores surpreende os investigadores, a começar pela idade, entre 17 e 27 anos. Todos os suspeitos são marroquinos ou de origem marroquina. Eles não eram conhecidos dos serviços de inteligência e nem haviam recebeido treinamento na Síria ou no Iraque. A polícia acredita que a radicalização deles tenha acontecido pelas redes sociais. 

A chave da enquete são os três veículos alugados pelos agressores, o que permitiu a rápida identificação da célula jihadista. Um outro carro, um Kangoo branco, da marca Renault, pode ter atravessado a fronteira da Espanha com a França, segundo a polícia francesa. 

O atropelamento de Barcelona foi reivindicado na noite de quinta-feira (17) pelo grupo Estado Islâmico. Os jihadistas voltaram a se manifestar neste sábado e indicaram ser os autores do ataque de Cambrils.  

Recolhimento e homenagens em Barcelona

Na capital catalã, o clima é de tristeza e recolhimento. Turistas e barcelonenses acendem velas e deixam mensagens às vítimas na Praça da Catalunha, centro de Barcelona. Na avenida Las Ramblas, a frequentação voltou ao normal.

O rei Felipe VI e a rainha Letizia visitaram feridos nos atentados neste sábado. O balanço de vítimas é de 14 mortos e 120 feridos nos dois ataques, entre eles, 12 estão entre a vida e a morte. 

O Itamaraty indica que não há brasileiros entre os mortos e os feridos. As vítimas são de 35 nacionalidades, de acordo com as autoridades espanholas: alemã, argelina, argentina, australiana, austríaca, belga, marroquina, canadense, chinesa, colombiana, cubana, equatoriana, egípcia, espanhola, americana, filipina, francesa, britânica, grega, holandesa, taiwanesa, hondurenha, romena, húngara, irlandesa, italiana, kwaitiana, macedônia, mauritana, paquistanesa, peruana, portuguesa, dominicana, turca e venezuelana.

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