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Europa

Alemanha: ministra impõe mais mulheres em postos executivos

media A ministra alemã da Família, Katarina Barley, ameaçou introduzir quotas vinculativas que obriguem a contratação de mais mulheres para postos de comando em empresas. Wikipedia

A ministra alemã da Família, Katarina Barley, deu um ultimato nesta quarta-feira (16) de um ano para que as empresas alemãs passem a nomear mais mulheres para postos de direção. Barley ameaçou introduzir cotas vinculativas que obriguem a contratação de mais mulheres para postos de comando, caso as empresas alemãs não cumpram as metas estipuladas.

"Eu dou um ano para o setor econômico resolver isso sozinho", declarou a ministra social-democrata durante uma entrevista ao jornal alemão Redaktionsnetzwerk Deutschland (RND). "Se nada for feito até lá, vamos intervir por meio da lei", acrescentou, num contexto em que a Alemanha se posiciona notoriamente atrás de outros países do bloco europeu na questão do emprego de mulheres em cargos de alta responsabilidade.

"Eu não tenho problema em forçar uma cota para mulheres em diretórios de negócios", declarou a ministra em plena campanha eleitoral para as legislativas alemãs de 24 de setembro. "Temos visto há décadas que metas voluntárias não estão funcionando", acrescentou.

Seu partido, o Social-Democrata (SPD), não figura entre os favoritos para o pleito, embora seja atualmente o parceiro do partido CDU, da chanceler Angela Merkel.

Cotas para mulheres em postos de direção?

Desde janeiro de 2016, mais de uma centena de grandes empresas alemãs na bolsa de valores deverão empregar pelo menos 30% das mulheres em seu conselho de supervisão, que controlam os salários e as condições de trabalho. A lei foi imposta ao governo conservador da chanceler Angela Merkel pelo SPD de Katarina Barley, seu parceiro na coalizão social-democrata.

Mas na direção das empresas - pequeno círculo que se estabelece ao redor do presidente ou CEO - a proporção de mulheres permanece baixa. De acordo com dados do instituto econômico alemão DIW, a percentagem de mulheres em conselhos de administração das 106 maiores empresas alemãs de gestão foi de apenas 6,5% no ano passado.

A Alemanha, país onde o movimento feminista é muito ativo, permaneceu no entanto muito tempo sendo um dos países mais difíceis para mulheres conciliarem trabalho e maternidade. Se pequenos passos têm sido alcançados nos últimos dez anos, as mentalidades alemãs ainda encontram resistência para evoluir, especialmente na região conservadora do sul do país.

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