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Europa

BASF deixa de vender fipronil após escândalo de ovos contaminados na UE

media A empresa química alemã BASF vai deixar de comercializar na União Europeia parte de sua produção de fipronil. REUTERS/Christian Hartmann

A empresa química alemã BASF anunciou nesta quinta-feira (10) que vai deixar de comercializar na União Europeia (UE) seu inseticida fipronil usado em sementes. A medida foi tomada após a substância ter sido encontrada em milhões de ovos comercializados em vários países europeus.

"A BASF decidiu, por razões econômicas, não voltar a registrar [o fipronil] para o tratamento das sementes na Europa", explicou o grupo alemão em um comunicado. A empresa afirma que a suspensão se deve aos "custos elevados" de produção. O fipronil já não poderá ser vendido depois de 30 de setembro.

Em comercialização desde 1994, o fipronil é utilizado como inseticida, agindo nas células nervosas dos insetos, que morrem de hiperexcitação. Ele está presente em vários produtos antiparasitários usados em animais domésticos, como spray ou coleiras antipulgas.

Na agricultura, a molécula é aplicada contra pragas que atacam o milho, o girassol ou as maçãs verdes. Desde 2004, após ter sido acusado de provocar uma mortalidade predatória das abelhas, esse uso foi proibido na França e em vários países europeus. Desde então, ele só é aplicado no continente em alguns cultivos, para proteger as sementes de alho-poró, cebola, cebolinha e couve. A decisão da BASF não afeta os tratamentos contra formigas, baratas e cupins, que a empresa vai continuar produzindo e que são autorizados pela União Europeia até 2023.

O uso do fipronil foi proibido em criadouros de animais destinados ao consumo humano após um escândalo alimentício desencadeado na Holanda, mas que hoje atinge oito países, que receberam milhões de ovos contaminados pelo inseticida.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera esse pesticida "moderadamente tóxico" para o homem quando usado em grandes quantidades. O fipronil pode causar vômitos e problemas neurológicos se ingerido em doses elevadas.

Busca e apreensão de ovos contaminados

Além da retirada dos ovos contaminados das prateleiras, as autoridades holandesas executaram nesta quinta-feira ordens de busca e apreensão no âmbito da investigação do escândalo. Segundo a porta-voz da Procuradoria holandesa, Marieke van der Molen, pelo menos duas pessoas já foram presas. "Os detidos são dois diretores da empresa que provavelmente usou esse produto nos criadouros avícolas", completou Marieke, referindo-se à holandesa ChickFriend, empresa especializada na desinfecção de granjas avícolas, e seu fornecedor belga, a Poultry-Vision.

As batidas começaram depois de o ministro belga da Agricultura, Denis Ducarme, ter acusado a Holanda, na quarta-feira (10), de descuido no trato das informações sobre a presença de fipronil nos ovos fornecidos pelas granjas do país. Os holandeses são os maiores exportadores mundiais de ovos.

(Com informações da AFP)

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