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Onda de agressões contra turistas ameaça a economia espanhola

Onda de agressões contra turistas ameaça a economia espanhola
 
Barcelona: grupo radical agride turistas em excesso. Pau Barrena/AFP

Há pouco mais de um mês, uma onda de manifestações e ataques com pedras e pichações a pontos turísticos e visitantes estrangeiros está deixando em alerta a cidade de Barcelona e outras localidades. A Espanha, quarta mais procurada destinação turística do mundo, faz do turismo o seu principal setor econômico, responsável por 11% de todo o Produto Interno Bruto.

Luisa Belchior, correspondente da RFI Brasil em Madri.

Um movimento de reação contra o excesso de turistas tem colocado em pé de guerra governos locais e o setor hoteleiro, que aponta uma onda de turismofobia no país. Muitos dos jovens fazem parte do grupo Arrán, uma espécie de congregação política separatista e de extrema esquerda da Catalunha.

Recentemente, um ônibus com turistas foi atacado em pleno centro da capital catalã. Em Palma de Maiorca, um restaurante foi invadido e, em Valência, um apartamento de aluguel de temporadas foi ocupado. Em Madri, são cada vez mais frequentes muros com inscrições pedindo que turistas saiam da cidade.

Os ataques começaram no fim de junho, quando o grupo ocupou um apartamento, exclusivamente dedicado a turistas em Valência, a terceira maior cidade espanhola, no sul do país. Os manifestantes ocuparam o imóvel durante uma semana em protesto contra empresas que compram apartamentos para destiná-los unicamente à atividade turística, expulsando, segundo o grupo, moradores dos centros das grandes cidades espanholas.

Rojões e pedras contra os turistas

Em seguida, uma série de ataques a hotéis no centro de Barcelona foi registrada pela polícia. Jovens mascarados lançaram ovos, rojões e até pedras contra a porta de hotéis. Também em Barcelona, jovens pararam um ônibus turístico em uma rua do centro da cidade, furaram os pneus e picharam inscrições em inglês contra a presença de turistas, causando pânico em quem estava dentro do veículo. Nesta semana, fizeram o mesmo com uma estação de aluguel de bicicletas.

Em Palma de Maiorca, capital da ilha espanhola de Maiorca, no Mediterrâneo, os manifestantes invadiram iates que estavam atracados no porto e, na mesma ação, soltaram rojões contra um restaurante na orla, afugentando os turistas.

O grupo Arrán, de Barcelona, adotou a luta contra o turismo massivo como sua principal bandeira. Eles alegam que o modelo de turismo adotado na Espanha, de receber muitas pessoas pagando pouco, está destruindo não só a autenticidade e a dinâmica das cidades, mas também criando, a longo prazo, pobreza e trabalhos degradantes para a juventude do país.

O próprio grupo filma as suas ações, que têm sido divulgadas pelas redes sociais e pela imprensa espanhola.

A prefeitura de Barcelona contra o turismo

Ada Colau, prefeita de extrema esquerda de Barcelona, que ganhou as eleições em 2015 pelo partido Podemos, também declarou guerra ao turismo de massa. Depois da posse, Colau conseguiu aprovar uma reforma do código de conduta para o turismo na cidade, cancelando totalmente a concessão de licença para novos hotéis.  

Apesar de estar em guerra com empresários do setor hoteleiro, Colau condenou os ataques aos turistas, alegando que esta não é a melhor maneira de tratar o assunto que, segundo ela, tem que ser debatido.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, também condenou os ataques nesta semana, exigindo que o grupo e o país tratem bem os turistas.

Economia de vocação turística

O turismo responde sozinho por 11% do Produto Interno Bruto da Espanha. No ano passado, por exemplo, o país registrou a entrada de 75 milhões de turistas estrangeiros, ficando atrás apenas da França no ranking europeu. O Brasil, como comparação, recebeu seis milhões de visitantes de outros países no mesmo período.

Em 2017, a Espanha está em primeiro lugar no índice de turismo do Fórum Econômico Mundial, que leva em conta uma combinação de fatores como pontos turísticos interessantes, paisagens, infraestrutura e recepção de visitantes.

Especialistas do setor alertam, no entanto, que o país está apostando num modelo de turismo low-cost, massivo e barato, recebendo visitantes que se concentram nas praias do litoral mediterrâneo, enquanto as cidades se adaptam para atender a demanda, em detrimento do bem-estar da população local.

 

 


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