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Europa

Parlamento italiano aprova missão naval na Líbia para frear migração

media Barco com migrantes no mar Mediterrâneo REUTERS/Stefano Rellandini

O Parlamento italiano aprovou nesta quarta-feira (2) uma missão naval em águas territoriais líbias para dar apoio técnico à Guarda Costeira da Líbia na luta contra os traficantes de pessoas no Mediterrâneo.

A Câmara dos Deputados aprovou a missão com 328 votos a favor, 113 contra e 22 abstenções. A Itália enviará, em um primeiro momento, um "navio logístico" (para administração e manutenção) e uma "patrulha", explicou a ministra da Defesa, Roberta Pinotti.

Em caso de ataque, a missão militar italiana poderá responder com força, porém de maneira "limitada", segundo a resolução.

"A Itália não tem nenhuma intenção de realizar um bloqueio naval, o que seria considerado um ato hostil", afirmou a ministra, antes de ressaltar que essa é uma resposta à "solicitação de apoio e assistência da Guarda Costeira da Líbia".

A área de ação será definida de maneira conjunta com as autoridades líbias.

Apreensão de barco de ONG

Na terça-feira (1°), a Itália ordenou a apreensão de uma embarcação usada por uma ONG para o resgate de pessoas no Mediterrâneo. O motivo é a suspeita de favorecimento da migração clandestina, uma medida para frear a onda de estrangeiros em situação ilegal que fogem da fome e das guerras.

O barco, de nome Iuventa e que costuma ser usado pela ONG alemã Jugend Rettet, foi apreendido a pedido da Procuradoria de Trapani.

A decisão foi tomada após quase um ano de investigações realizadas graças a uma "sofisticada tecnologia", afirma a nota divulgada pela polícia.

A embarcação alemã foi retida no mar na noite de terça-feira pela Guarda Costeira italiana e acompanhado até o porto siciliano de Lampedusa.

Interrogatório da tripulação

Segundo o jornal La Reppublica, uma equipe especializada da polícia recolheu indícios técnicos por várias horas dentro do barco e interrogou os membros da tripulação, de cerca de 16 pessoas.

"Durante o interrogatório nos informaram que o barco seria apreendido e, por isso, pedimos um advogado", contou o ativista Tommaso Gandini.

"Nos interrogaram, nos perguntaram sobre a última missão e sobre as outras, e nos informaram que a investigação foi aberta contra desconhecidos", acrescentou.

A ONG alemã, assim como a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), rechaçaram na segunda-feira aderir ao "código de conduta" para resgatar migrantes no Mediterrâneo proposto pelas autoridades italianas.

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