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Brasileiro relata sua intensa rotina de estudante no Conservatório Tchaikovsky de Moscou

Brasileiro relata sua intensa rotina de estudante no Conservatório Tchaikovsky de Moscou
 
Bruno Quaresma é brasileiro, de São Paulo, mas nos últimos seis anos passa grande parte do seu dia nas salas de aula do tradicional Conservatório Tchaikovsky. Arquivo pessoal

Bruno Quaresma é brasileiro, de São Paulo, mas nos últimos seis anos passa grande parte do seu dia nas salas de aula do tradicional Conservatório Tchaikovsky de Moscou, fundado em 1866. Ele estuda Regência no Conservatório de Moscou, um dos mais tradicionais do país e uma das escolas de música mais importantes do mundo.

Sandro Fernandes, correspondente da RFI em Moscou

Bruno decidiu estudar música na Rússia depois do conselho de um amigo brasileiro que havia estudado na Alemanha e feito um curso em Moscou. “Comparando as duas escolas, ele me indicou que eu fosse pra Rússia”, explica.

O jovem conta que a forma de ensinar música na Rússia e no Brasil é diferente. Na Rússia, o ensino é mais bem planejado e mais integrado. “Você não aprende só a tocar um instrumento, mas o idioma musical é ensinado mais profundamente. Você ouve de uma forma mais crítica e você tem uma série de aulas que te aprofundam mais enquanto músico, não só enquanto instrumentista, cantor ou regente”.

Ele explica que, na Rússia, todos os alunos de música têm aulas de piano. “Você tem uma abordagem mais prática das disciplinas teóricas”.

Como brasileiro estudando na Rússia, ele garante que não sente nenhum tipo de preconceito. “Pelo contrário. Os russos ficam muito curiosos e entusiasmados quando veem que um brasileiro está estudando música clássica e valorizando a tradição musical deles”.

Rotina no Conservatório de Moscou

A rotina do estudante é intensa. “As aulas podem acontecer em qualquer parte do dia, inclusive à noite. Não é raro, com meu professor de regência, ficarmos em sala até às dez da noite”.

E as aulas são todas em russo. “Todas as aulas no Conservatório são em russo. Ao longo da graduação, nós continuamos tendo aula de idioma. E como eu frequento as aulas em grupo com os estudantes russos, pra mim, dominar o idioma é ainda mais importante e mais essencial. Eu não posso parar uma aula qualquer por uma dúvida de vocabulário de jeito nenhum”.

A rotina do Conservatório toma quase todo o tempo do estudante. “Grande parte do tempo dessa rotina é passado dentro de casa ou em salas de estudo, praticando as obras que eu tenho que reger ou que eu tenho que tocar o piano”, explica.

Estudar no Conservatório de Moscou representa um peso e uma responsabilidade para Bruno. “Os russos se orgulham do ‘peso das paredes do Conservatório’, como eles dizem. E, assim, resume isso o fato de que Tchaikovsky, que dá nome ao Conservatório, foi professor lá”.

Projeto no Brasil

Bruno diz que sonha em desenvolver, futuramente, um projeto no Brasil unindo a música à educação. E tem vontade de contribuir para a popularização da música erudita no país.

“No Brasil, você já tem bons exemplos de inclusão social através da música. Mas eu vejo a necessidade de adicionar a isso um ensino mais forte da linguagem musical. E não só nesses projetos, mas no sistema educacional brasileiro como um todo. Só assim, quando a música for mais popularizada e as pessoas entenderem a música melhor, a população vai deixar de ter a música erudita como algo estranho, algo distante. E vai passar a querer ter contato com ela de maneira mais regular”.

Bruno tinha uma bolsa do governo do Estado de SP, mas a bolsa foi cancelada e ele está recorrendo à decisão. Ele se apresenta no dia 29 de julho, no Teatro Santo Agostinho, em São Paulo. Todo o dinheiro arrecadado vai ser usado para o pagamento do próximo ano letivo do estudante em Moscou.


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