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Brasileiros abrem galeria de arte inovadora em Lisboa

Brasileiros abrem galeria de arte inovadora em Lisboa
 
João Cavalcanti e Rique Inglez: cidadãos do mundo, ou Wozen. Divulgação

A capital portuguesa fica mais rica quando o assunto é arte. João Cavalcanti e Rique Inglez, dois cariocas que resolveram trocar o Rio de Janeiro por Lisboa, criaram a Wozen, um estúdio-galeria com uma proposta inovadora e multidisciplinar. Além de galeria de arte, o espaço tem também artistas residentes, realiza oficinas e ainda tem um estúdio de tatuagem permanente.

 

Luciana Quaresma, de Lisboa, para a Rádio França Internacional

"A gente vem usar a arte como uma ferramenta de desenvolvimento humano, que é a essência da arte, tornar o ser humano mais sensível. Uma pessoa sensível se preocupa com tudo que está ao seu redor, tem consciência dos seus atos. Nós procuramos, através de diferentes formas, promover a arte, envolvendo a todos que entram aqui no espaço, seja através do estúdio de tatuagem, de oficinas ou através de artistas que estão trabalhando no ateliê, e que se sintam parte da exposição, que possam sair daqui pessoas diferentes, mais sensíveis, tendo sido ajudados na busca do autoconhecimento”, diz João.

A Wozen é um centro de produção artística que tem como principal objetivo romper barreiras, questionar a condição humana e criar uma ponte entre as várias formas de expressão.

"Somos um centro de produção, de criação, de troca e evolução de ideias. A gente chama de galeria porque é o termo mais próximo para o público saber o que a gente faz. A gente contesta muito o modelo tradicional de galeria de arte, e por isso dizemos que aqui é um centro de produção artística", explica Rique.

World citizen, Cidadão do mundo

Situado na rua das Janelas Verdes, em frente ao Museu de Arte Antiga, a Wozen quer ser um ponto de encontro de artistas de várias partes do mundo e, como o próprio nome sugere, já que vem do inglês World Citizen, ser um território livre, uma harmoniosa aldeia global, onde a forma de expressão, o compartilhamento de ideias e a individualidade artística são o mais importante.

"A gente estava pensando em que nome dar à galeria e o Rique sugeriu que a gente usasse esse manifesto de cidadão do mundo porque fazia todo o sentido: a nossa preocupação de praticar o desenvolvimento do cidadão do mundo através da expansão da consciência. Então a palavra World Citizen tem tudo a ver”, diz João.

 


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