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Europa

Merkel expõe as tensões no G20 com críticas a Trump e à China

media A chanceler alemã, Angela Merkel, fez um alerta nesta quinta-feira (29) sobre os riscos do expansionismo econômico da China. REUTERS/Fabrizio Bensch

Os dirigentes europeus convocados a participar na próxima semana na cúpula do G20 reafirmaram nesta quinta-feira (29), em Berlim, seu compromisso a favor do Acordo de Paris sobre o clima, indicou o presidente francês, Emmanuel Macron.

Durante um encontro preparatório da cúpula na capital alemã, Macron disse ainda ter esperanças de que, durante a realização do G20, "outros encontrem a razão", em clara alusão aos Estados Unidos, que se retiraram do acordo depois da chegada de Donald Trump à presidência do país.

A cúpula, sob a batuta da chanceler Angela Merkel, atualmente na presidência rotativa do grupo, deve ser uma das reuniões internacionais mais tensas dos últimos anos. Além de França, Reino Unido e Itália, países do G20, a chanceler convocou os representantes de várias nações "convidadas" ao fórum de Hamburgo, como Espanha, Holanda e Noruega, assim como os líderes das instituições da União Europeia (UE). A primeira-ministra britânica, Theresa May, aderiu ao ato de coesão europeu sobre o clima, reiterando em um comunicado "o compromisso de seu governo com o Acordo de Paris".

Falando aos deputados alemães sobre a cúpula, Merkel criticou duramente a postura protecionista e a saída dos Estados Unidos do pacto climático. Nenhum dos desafios internacionais "conhece fronteira, e é por isso que hoje, mais do que nunca, aqueles que acreditam que podem resolver os problemas do mundo pelo protecionismo e isolacionismo estão cometendo um grande erro", disse ela.

A chanceler definiu como um dos objetivos da reunião, da qual vão participar os chefes de Estado americano e russo, que "os líderes (do G20) mostrem que compreendem sua responsabilidade" com todo o planeta.

As relações entre Berlim e Washington, ótimas durante o governo de Barack Obama, esfriaram desde que seu sucessor chegou na Casa Branca. Trump visa em especial a Alemanha e suas exportações de automóveis para os Estados Unidos e chegou a ameaçar com a implementação de tarifas. Sobre o clima, "o desacordo (com os Estados Unidos) é bem conhecido e não seria honesto escondê-lo. Em qualquer caso, eu não vou fazê-lo", ressaltou Merkel. A Europa está "mais determinada do que nunca" a combater as mudanças climáticas após a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris, e este acordo "não é negociável", enfatizou a chanceler.

De acordo com diplomatas, os trabalhos preparatórios do G20 para alcançar uma declaração conjunta têm sido até agora "muito difíceis". O chefe da diplomacia alemã, Sigmar Gabriel, acusou Washington de querer sabotar o processo. "Não existe uma estratégia antiamericana, e certamente não da parte do governo alemão, mas há estrategistas americanos que planejam uma política anti-Europa e anti-Alemanha", disse Merkel.

Advertência contra expansionismo econômico chinês

Dadas as dificuldades com Washington, Merkel também se esforça, em vista do G20, em forjar alianças sobre as questões do clima e comerciais com potências emergentes asiáticas, como Índia e China. O que não impede de desconfiar das ambições de Pequim.

Também hoje, em uma entrevista à imprensa local, Merkel lançou uma advertência contra o expansionismo econômico chinês, que considera a Europa "como uma península asiática". "A Europa deve trabalhar duro para defender sua influência", acrescentou ela, apoiando o projeto de Macron para melhor defender na esfera europeia os setores industriais estratégicos dos apetites estrangeiros.

Este apoio ilustra a dinâmica encontrada na relação com a França, mesmo que uma forma de competição pela liderança na Europa esteja surgindo entre os dois líderes.

O chefe de Estado francês acaba de conseguir duas "vitórias" diplomáticas, trazendo o presidente russo Vladimir Putin a Paris e conseguindo a vinda de Donald Trump para o feriado de 14 de julho.

Além das diferenças com Trump, outras questões de conflito podem parasitar o G20. Berlim rejeitou hoje um pedido do chefe do Estado turco, Recep Tayyip Erdogan, de discursar a seus compatriotas à margem da cúpula, em um contexto muito tenso entre os dois países.

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