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Europa

Portugueses questionam se mortes nos incêndios poderiam ter sido evitadas

media Incêndio destruindo florestas em Capelo, perto de Góis, em 21 de junho de 2017 REUTERS/Rafael Marchante

Em Portugal, depois de cinco dias de intensos combates ao fogo, finalmente os bombeiros conseguiram controlar os principais focos de incêndios que se espalharam no centro do país, deixando um saldo de 64 mortos e 204 feridos.

 

Em Portugal, os bombeiros conseguiram deter nesta quinta-feira (22) o avanço do incêndio florestal que afeta desde sábado (17) a região de Góis, centro de Portugal, menos de 24 horas depois de controlar as chamas em Pedrógão Grande, em uma tragédia que deixou 64 mortos e 204 feridos.

As chamas, que também atingiram as localidades vizinhas de Góis, Pampilhosa da Serra e Arganil, foram limitadas a um perímetro controlado pelos bombeiros, com uma superfície aproximada de 20.000 hectares.

O incêndio em Góis era o segundo mais importante da região, depois do fogo em Pedrógão Grande, que destruiu quase 30.000 hectares de florestas, antes de ser controlado na quarta-feira (21) à tarde.

Quase 2.400 bombeiros continuam mobilizados. No restante do país, os demais focos parecem dar uma trégua às equipes de emergência.

Hora de apurar responsabilidades

Retirados de suas casas dois dias antes, moradores de cerca de 40 vilarejos das montanhas de Góis começaram a voltar para suas casas.

Com a situação sob aparente controle, e em clima de luto nacional, chegou a hora do questionamento da população sobre o que aconteceu realmente. E a intenção de apurar as circunstâncias da tragédia veio do próprio primeiro-ministro Antonio Costa, durante uma coletiva de imprensa em Lisboa. "É essencial elucidar claramente tudo o que aconteceu", acrescentou.

No dia anterior, sua ministra do Interior, Constança Urbano de Sousa, reconheceu falhas no sistema de comunicação do Estado. O incêndio de Pedrógão Grande causou 64 vítimas fatais, das quais 43 foram identificadas. Entre essas vítimas, 47 morreram no sábado na estrada nacional N236-1, presas em seus carros enquanto tentavam escapar das chamas que se espalharam rapidamente.

"Os acontecimentos fatídicos da estrada N236-1 ocorreram em um contexto de fenômeno excepcional", escreveu o comandante-geral da polícia, em um documento enviado ao primeiro-ministro. "O fogo atingiu a estrada de forma completamente inesperada, inusitada e terrivelmente súbita", acrescentou, em sua resposta à Costa, que na terça-feira cobrou "explicações rápidas" sobre o que aconteceu na rodovia.

Diante das críticas por não ter impedido o tráfego nessa estrada, a polícia alegou que não tinha, naquele momento, "informações sobre a existência de um risco potencial ou real desta rota".

O Instituto de Meteorologia de Portugal, ao qual Costa questionou se houve "circunstâncias incomuns que poderiam explicar a dimensão e a intensidade da tragédia", chamou a situação de especialmente "complexa e excepcional". A agência descreveu assim uma catástrofe provocada, segundo ela, por "um vento de grande intensidade e pela própria dinâmica do fogo".

Este fenômeno de rajada de vento descendente, conhecido como 'downburst' em inglês, "às vezes é confundido com um tornado e tem um impacto importante no caso de incêndios florestais, uma vez que projeta fragmentos em várias direções", explicou o instituto.

 

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