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Reino Unido: novo atentado abala negociações do Brexit

Por
Reino Unido: novo atentado abala negociações do Brexit
 
David Davis, ministro a cargo da saída da UE, e Michel Barnier, negociador-chefe da Comissão Europeia, iniciam hoje(19) em Bruxelas negociações do Brexit. REUTERS/Phil Noble

Em meio a uma crise de liderança deflagrada pelas eleições e pelas recentes tragédias em Londres e Manchester, o governo do Reino Unido inicia as negociações para definir os termos da saída da União Europeia. Abalados pelas notícias de um ataque terrorista na noite deste domingo (18), que deixou um morto e dez feridos, membros do governo britânico se reúnem com representantes do bloco europeu nesta segunda-feira (19), em Bruxelas, para o primeiro dia de conversas em um longo processo que vai definir o futuro do Reino Unido.

Maria Luísa Cavalcanti, correspondente da RFI em Londres

Há algumas semanas, o governo britânico parecia estar bastante confiante de que as negociações para o Brexit seriam favoráveis para o país. Mas as eleições parlamentares de onze dias atrás deixaram o Partido Conservador em crise. A primeira-ministra Theresa May vem sendo pressionada a renunciar, após sua resposta ao incêndio da Torre Grenfell, em Londres, e da onda de atentados, incluindo o ocorrido na noite de domingo (18), no norte da capital. 

O governo britânico marcou esta data na agenda quando parecia estar fortalecido e seguro de que teria o apoio do eleitorado para negociar uma saída que fosse a mais vantajosa para o Reino Unido. Mas, depois das eleições, em que o Partido Conservador se viu obrigado a formar um governo minoritário, ficou claro que os britânicos não estão satisfeitos com as propostas que Theresa May tinha para o Brexit.

A primeira-ministra também está sendo pressionada por causa da maneira como lidou com tragédia da Torre Grenfell e agora, com mais um atentado, desta vez no bairro de Finsbury Park, no norte de Londres, quando um homem arremessou sua van contra um grupo de pessoas que deixavam uma mesquita. Para a União Europeia, o Reino Unido se senta à mesa, nesta segunda-feira (19), em uma posição enfraquecida. Alguns jornais britânicos citam fontes em Bruxelas que dizem que há o temor de que Theresa May terá dificuldades para manter suas posições nos próximos meses por não ter uma maioria absoluta no Parlamento.

Os europeus também se dizem preocupados com a possível aliança dos Conservadores com o Partido Democrático Unionista (DUP), da Irlanda do Norte e com as exigências que eles devem fazer nas negociações. Há um clima de desconfiança de que as conversas entre a União Europeia e o Reino Unido acabem não chegando a lugar nenhum e os britânicos saiam sem qualquer acordo em março de 2019, a data em que o país deixará finalmente do bloco.

Hard Brexit

A primeira-ministra vem sendo criticada dentro e fora de seu partido com pedidos para que ela adote uma nova postura em relação ao Brexit. O ex-primeiro-ministro David Cameron, por exemplo, disse que May agora precisa ouvir os demais partidos e mudar sua estratégia de negociação com a União Europeia. Até mesmo dentro de seu próprio gabinete há quem demande que ela reveja sua posição para Brexit.

O ministro das Finanças, Philip Hammond, que é um dos principais aliados de May, afirmou ontem que, se o Reino Unido sair da União Europeia sem um novo tipo de acordo, seria muito ruim para o país. Ela vinha defendendo o chamado “hard Brexit”, ou seja, uma saída que pode ver o Reino Unido sem acesso ao mercado comum europeu e totalmente fechado aos cidadãos do bloco.

Fora do mundo político, outras entidades também manifestaram publicamente seu desejo de que o governo leve em consideração outros interesses na hora de negociar com Bruxelas. Em uma carta aberta a May, os cinco maiores sindicatos patronais da indústria, do comércio e das finanças britânicos pediram que o Reino Unido se esforce para manter o acesso ao mercado comum europeu até que se chegue a um acordo final sobre o Brexit.

Negociação com a União Europeia

O acesso ao mercado comum é, sem dúvida, uma das principais questões, já que afeta diretamente a economia britânica. A primeira-ministra vinha indicando que não se importaria de perder o acesso se isso significasse ter de manter a livre circulação de cidadãos europeus no território britânico. Theresa May também já tinha dado indícios de que adotaria medidas rígidas em várias outras questões, como a fronteira terrestre com a República da Irlanda e o futuro dos europeus que já vivem e trabalham no Reino Unido. Outra incógnita é se o Reino Unido deve ou não pagar a chamada “conta do divórcio”, ou seja, uma espécie de indenização pela saída do bloco e que pode chegar a 100 bilhões de euros, apesar de esse valor ser contestado e depender de diferentes cálculos.
 


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