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Europa

Atropelador de Londres agiu sozinho e fará exames psiquiátricos

media A van que atropelou vários pedestres em Finsbury Park, no norte de Londres. REUTERS/Neil Hall

O homem de 48 anos que atropelou dezenas de muçulmanos com uma van em frente a uma mesquita em Londres, neste domingo (18), será submetido a exames psiquiátricos. O ataque ocorreu na mesquita de Finsbury Park, no bairro de Islington, zona norte da cidade.

Segundo uma testemunha, no momento do atentado, que deixou um morto e dez feridos, o homem gritou: “Quero matar todos os muçulmanos!" Todas as vítimas são muçulmanas, segundo o comandante da unidade de polícia antiterrorista Neil Basu.

De acordo a ministra do Interior, Amber Rudd, o atropelador agiu sozinho, mas os serviços britânicos estão investigando o caso como um ato terrorista. O motorista da van, um homem de 48 anos, foi detido pelas pessoas no local. A polícia foi alertada sobre o incidente pouco depois da meia-noite e prendeu o homem, que está sendo interrogado.

A primeira-ministra Theresa May condenou o "incidente terrível" e convocou uma reunião de emergência. May afirmou que seus "pensamentos estão com os feridos, seus parentes e as equipes de emergência".

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, muçulmano, denunciou um "ataque terrorista horrível" que apontou "deliberadamente contra londrinos inocentes, muitos deles que acabavam de orar no mês sagrado do Ramadã."

O líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, escreveu no Twitter que estava "totalmente chocado" com o atropelamento, que aconteceu na circunscrição pela qual é deputado. De acordo com várias associações muçulmanas, entre elas o Conselho Muçulmano do Reino Unido (MCB), a organização representativa de muçulmanos britânicos, o incidente aconteceu em frente a uma mesquita.

Quatro atentados em três meses

Em apenas três meses, Londres sofreu três atentados e um incêndio gigantesco em um prédio residencial em uma área pobre da cidade que, combinados, deixaram dezenas de mortos e feridos. No dia 22 de março, Khalid Masood, um britânico de 52 anos convertido ao islã e conhecido da polícia, lançou seu veículo contra vários pedestres na ponte de Westminster, no centro de Londres, antes de assassinar um policial com uma faca em frente ao Parlamento. O ataque terminou com cinco mortos.

Em 22 de maio, em Manchester, um atentado suicida, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico, deixou 22 mortos e uma centena de feridos na saída de um show da cantora americana Ariana Grande. O autor, Salman Abadi, era um britânico de 22 anos de origem libanesa. Em 3 de junho, três agressores a bordo de uma van atropelaram várias pessoas na London Bridge e depois esfaquearam outras no Borough Market, antes de serem abatidos pela polícia. Oito pessoas morreram no ataque.

Em um comunicado, Mohammed Shafiq, que dirige a organização muçulmana Ramadhan Foundation, condenou o ataque. "Caso se confirme que se trata de um ataque deliberado, então, terá que ser considerado um ato terrorista", afirmou.

A associação muçulmana de defesa dos direitos humanos Cage denunciou o "aumento desenfreado da islamofobia" e pediu calma. No período do Ramadã, os muçulmanos praticantes vão à mesquita depois do Iftar, o final do jejum ao anoitecer, e fazem orações até a meia-noite.

Reduto islamita

A mesquita de Finsbury Park era conhecida, no início dos anos 2000, por ser um reduto de militantes islamitas de Londres, que frequentavam o centro para escutar os incendiários sermões de Abu Hamza. O pregador egípcio foi condenado à prisão perpétua em janeiro de 2015, nos Estados Unidos, por 11 acusações vinculadas a uma tomada de reféns e por terrorismo. A direção da mesquita mudou, mas, desde os atentados em Paris, em novembro de 2015, o local recebeu várias cartas de ameaças.

 

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