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Europa

Regresso de aposentados britânicos após o Brexit dobraria custos médicos

media Um terço dos aposentados britânicos na UE mora na Espanha Reuters

O retorno de aposentados britânicos que vivem na União Europeia (UE), em sua maioria na Espanha, dobraria os custos com atendimento médico e obrigaria a contratação de mais trabalhadores da saúde, adverte um relatório divulgado nesta quarta-feira (31). O Reino Unido decidiu no ano passado abandonar o bloco, o famoso Brexit.

Em seu relatório The Nuffield Trust, a Fundação Nuffield, uma organização britânica independente focada em questões de saúde, afirma que 190 mil aposentados britânicos vivem em países do bloco. 

No âmbito do programa da UE conhecido como S1, os aposentados europeus podem se instalar em qualquer um dos 28 países do bloco e gozar dos mesmos cuidados médicos que os cidadãos locais. O governo paga os custos para o país onde estão instalados.

"Se os aposentados britânicos perderem sua cobertura médica e tiverem de voltar para o Reino Unido para receber os cuidados que necessitam, os custos anuais poderiam subir até 1 bilhão de libras por ano (€ 1,143 bilhão), exatamente o dobro dos 500 milhões atuais. Ainda mais difícil seria encontrar pessoal e leitos para essas pessoas", afirma o relatório.

De acordo com o estudo, seriam necessários ao menos 900 leitos hospitalares e 1.600 enfermeiros, "além de médicos e outros profissionais da saúde e de apoio". Tudo isso num contexto de saturação da saúde pública britânica, que não consegue preencher todas as vagas de emprego e sofre problemas financeiros.

Um terço mora na Espanha

Atualmente, existem 900 mil britânicos que vivem em países da União Europeia, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (ONS), um terço deles (308.805) na Espanha, seu primeiro destino europeu.

O relatório conclui que, após o Brexit, "não vai ser fácil manter os acordos sanitários recíprocos como o S1", porque são parte do sistema de coordenação da segurança social da UE, que por sua vez é uma consequência e fundamento do sistema de livre circulação dos trabalhadores.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, já deixou claro que pretende que o Reino Unido abandone o tratado de livre circulação - de trabalhadores europeus, bens e serviços - para controlar a imigração. "Quero acordos recíprocos, para que os direitos sejam garantidos", disse ao canal Sky News.

(Com informações da AFP)

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