Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 21/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 21/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 21/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 21/09 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 21/09 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 21/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 20/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 20/09 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Europa

Atentado de Manchester impacta na campanha eleitoral britânica

media Primeira-ministra britânica Theresa May viu suas intenções de voto caírem 15% depois do atentado de Manchester REUTERS/Toby Melville

Nesta sexta-feira (26), quatro dias após o ataque que matou 22 pessoas e feriu 75 em Manchester, a polícia britânica anunciou que já deteve uma "boa parte" da célula extremista islâmica responsável pelo atentado. Os candidatos das legislativas voltaram a fazer campanha e os conservadores vêm perdendo pontos para os trabalhistas.

A campanha eleitoral britânica foi retomada nesta sexta-feira com críticas à primeira-ministra Theresa May e aos conservadores após o atentado.

A menos de duas semanas das eleições de 8 de junho, uma pesquisa do instituto YouGov para o jornal The Times mostra uma vantagem de apenas de 5% nas intenções de voto dos conservadores (43%-38%) em relação aos trabalhistas liderados por Jeremy Corbyn, contra 20% no início da campanha.

A pesquisa foi realizada na quarta (24) e quinta-feira (25) desta semana, dominada pelo noticiário do atentado que deixou 22 mortos e 116 feridos na Manchester Arena. Entre os feridos, 66 seguem hospitalizados, 23 em estado crítico, segundo um novo balanço.

Em um discurso nesta sexta-feira, Corbyn criticou os cortes orçamentários na área de segurança e disse que participar em guerras no exterior aumenta a possibilidade de atentados em casa. "Muitos analistas, incluindo profissionais de nossos serviços de inteligência e segurança, têm apontado as conexões entre as guerras em outros países que nosso governo apoia, ou nas quais participa, com o terrorismo em casa", afirmou Corbyn.

As críticas do líder trabalhista se unem às declarações de Suzanne Evans, a número dois do nacionalista UKIP (Partido para a Independência do Reino Unido), para quem May "tem parte da responsabilidade" no atentado pelos cortes na área de segurança.

May foi ministra do Interior durante seis anos, antes de virar chefe de Governo em 2016 com a renúncia do também conservador David Cameron, que renunciou após a derrota no referendo sobre a União Europeia.

De acordo com dados do Instituto de Estudos Fiscais (IFS, em inglês), o país tem 14% a menos de policiais que em 2009, quando os conservadores assumiram o poder. Os gastos com a polícia também registraram queda de 14%, em termos reais, entre 2010 e 2016.

A primeira-ministra participou nesta sexta-feira na Sicília (Itália) na reunião de cúpula do G7, onde solicitou às grandes empresas de internet um envolvimento maior na eliminação do conteúdo extremistas on-line.

Londres recebeu pela primeira vez o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, que expressou sua solidariedade e tentou reduzir a tensão provocada pelos vazamentos à imprensa americana de detalhes da investigação compartilhados com Washington. "Assumimos nossa responsabilidade e obviamente lamentamos o que aconteceu", afirmou Tillerson.

Investigações avançam e quase todos foram presos

A polícia fez progressos "imensos", mas continua a investigar pistas "importantes", acrescentou o responsável pelo combate ao terrorismo da Scotland Yard, Mark Rowley. A polícia capturou na madrugada de sexta-feira de outro homem. Oito pessoas permanecem detidas no Reino Unido, incluindo um irmão do autor do ataque, Salman Abedi, de 22 anos.

Os detidos são oito homens com idades entre 18 e 38 anos, presos em Manchester e seus subúrbios, com exceção de um, capturado no centro da Inglaterra. O pai e outro irmão de Abedi estão detidos na Líbia.

Aos poucos, a polícia reconstitui o itinerário de Salman Abedi até sua morte no atentado da Manchester Arena. Nascido em Manchester, filho de pais líbios que fugiram do regime de Muamar Khadafi, Abedi viajou à Líbia e retornou ao Reino Unido poucos dias antes do ataque. No caminho de volta a Manchester a partir da Líbia, Abedi fez escalas em Istambul e Düsseldorf, sem abandonar as áreas de trânsito dos dois aeroportos. Os voos diretos entre a Turquia e o Reino Unido são particularmente vigiados pela possibilidade de transporte de combatentes da Síria e do Iraque. De acordo com os jornais The Sun e The Times, Abedi passou os últimos dias antes do atentado em um apartamento alugado no centro de Manchester, perto da estação Piccadilly e da Manchester Arena, onde pode ter fabricado a bomba.

Fim de semana sob alerta máximo

Manchester manteve para esta sexta-feira o Great City Games, uma competição de atletismo no centro da cidade. O alerta máximo no país provocou a presença pela primeira vez de de policiais armados nos trens e a suspensão das viagens escolares a Londres, além de outras medidas de vigilância para um fim de semana prolongado - segunda-feira é feriado na Inglaterra -, com grandes eventos e aglomerações previstos, como a final da Copa da Inglaterra, sábado, entre Chelsea e Arsenal.

As autoridades não consideram desmantelada a célula que auxiliou Abedi no atentado e, segundo a imprensa britânica, as autoridades pediram aos hospitais que permaneçam em alerta para a possibilidade de novos ataques.

A empresa que promoveria uma evento com o português Cristiano Ronaldo no sábado, em Londres, adiou. A Rússia recomendou que seus cidadãos evitem as viagens ao Reino Unido pelo nível de ameaça terrorista no país, que está no máximo.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.