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Europa

Atentado de Manchester assassinou a “infância”

media O atentado de Manchester é capa dos principais jornais franceses desta quarta-feira (24). Fotomontagem RFI

O atentado de Manchester está estampado na capa de todos os jornais franceses desta quarta-feira (24). Para a imprensa francesa, a “juventude” e a “infância” foram assassinadas nesse ataque reivindicado pelo grupo Estado Islâmico que deixou 22 mortos e 59 feridos. Após o atentado suicida, cometido na noite de segunda-feira (22), no final do show da cantora americana Ariana Grande, a Grã-Bretanha está chocada, também dizem em coro os diários.

O pior ataque no país desde 2005 aconteceu em plena campanha eleitoral, e “assassinou a infância”, destaca Libération em sua manchete de capa. O jornal ressalta que várias vítimas fatais eram muito jovens: "8 e 18 anos eram as idades das duas primeiras vítimas identificadas!". Na terça-feira, horas após a explosão, muitas famílias desesperadas suplicavam por notícias de seus filhos desaparecidos, silenciosos desde o final do show de Ariana Grande.

O autor do atentado também era jovem: Salman Ramadan Abedi, de origem libanesa mas nascido em Manchester, tinha 22 anos. Ele visou uma das maiores casas de show da Europa, a Arena Manchester, templo da música pop, "um símbolo", escreve Libération.

Europa continua visada pelo terrorismo islâmico

Le Figaro salienta que o terrorismo islâmico continua sua guerra contra a Europa e se pergunta: por que visar crianças? No mapa da Europa marcado pelos atentados o nome de uma nova cidade aparece: Manchester, onde, como no Bataclan em Paris, “gerações futuras de nossos países foram visadas. Uma sociedade festiva, aberta e livre”, diz o editorial do jornal conservador. Le Figaro não consegue entender como o grupo terrorista Estado Islâmico pode ser tão perverso a ponto de matar covardemente inocentes.

Ao invés de diminuir, a ameaça se reforça. O texto lembra que os últimos ataques, com faca, carros ou caminhões, foram artesanais. O atentado de Manchester sinaliza a volta de uma ação mais militar, com o uso de explosivos. O retorno para seus países de jihadistas europeus, que foram combater ao lado do grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque, deve aumentar ainda mais a ameaça, alerta o editorial.

Reforçar cooperação europeia

Les Echos informa que o presidente francês Emmanuel Macron propôs, após o atentado de Manchester, reforçar a cooperação europeia sobre o terrorismo. "Hoje choramos com vocês, amanhã trabalharemos juntos para combater os que tentam destruir nosso jeito de viver", prometeu o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Apesar do Brexit e de ameaças de Londres, a cooperação europeia avança no setor da segurança e luta contra o terrorismo, estima o jornal econômico. O terrível ataque de Manchester vem lembrar que o Reino Unido não saiu do radar do grupo Estado Islâmico ao tentar se afastar da Uniao Europeia.

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