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Alemanha teme eleição de um candidato radical na França

Alemanha teme eleição de um candidato radical na França
 
Eleição indefinida na França está em todas as manchetes na Alemanha. Fotomontagem RFI

A dois dias do primeiro turno da eleição presidencial na França, os alemães aguardam em clima de suspense para saber quem serão os dois finalistas da disputa ao Palácio do Eliseu. A Alemanha teme que a eleição de um canditato radical possa desestabilizar os laços entre Berlim e Paris e sobretudo ameaçar ainda mais o futuro da União Europeia.

Do correspondente da RFI em Berlim

Depois da vitória do Brexit no Reino Unido e da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, os alemães estão preocupados que os franceses também causem uma surpresa desagradável que venha a turvar ainda mais o futuro da Europa. Se os cidadãos da maior economia europeia já não gostam de acontecimentos inesperadas, eles gostam menos ainda de uma revelação incômoda. Os governos alemães dos últimos anos são a prova de um apreço profundo pela estabilidade. A chanceler Angela Merkel governa há 12 anos e segue firme para uma possível reeleição.

Berlim se preocupa tanto com o radicalismo de direita quanto com o de esquerda. A candidata de extrema-direita Marine Le Pen tem uma plataforma antieuropeia, propõe a saída da França do bloco e do comando militar da Otan, defende políticas ultranacionalistas, autoritárias e já demonstrou estar alinhada com as ideias de Donald Trump e até com o presidente russo, Vladimir Putin. Isso é tudo que o governo alemão não deseja. Mas Berlim teme igualmente a esquerda. O candidato Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical, teve uma ascensão meteórica nas sondagens de intenção de voto, tornando possível até mesmo que ele passe para o segundo turno. Um duelo final entre Mélenchon e Le Pen seria um verdadeiro pesadelo para Berlim.

Esse temor levou o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, a alertar para o perigo de que os franceses votem em candidatos populistas. Em uma recente entrevista à imprensa francesa, Steinmeier disse que os eleitores não devem se deixar seduzir pelos "cantos de sereia" que prometem um grande futuro à França, afastando o país da Europa.

Alemães perdem o sono diante da apatia dos eleitorado francês

Uma vitória do centrista Emmanuel Macron ou do conservador François Fillon seria menos aterrorizante. É possível dizer que, para os vizinhos europeus, o independente Macron é uma das melhores escolhas entre os primeiros colocados nas pesquisas. Ele se apresenta como um candidato pró-europeu, com uma política econômica progressista e liberal, e isso agrada ao governo alemão. Mas Macron é uma incógnita. Apesar de ele ter sido ministro do governo Hollande, nunca foi eleito para um cargo público. Já o conservador Fillon vem de um partido tradicional francês, mas a candidatura dele parece bastante comprometida pelos escândalos de corrupção.

O que tira o sono dos alemães é a incerteza que marca essa corrida presidencial. A apatia dos eleitores franceses bate recordes. O nível de abstenção pode ultrapassar 30% nessas eleições, o que é um percentual histórico, só visto uma vez, no segundo turno em 1969. Também há um grande número de indecisos: 20 a 25% dos eleitores afirmam que irão votar, mas ainda não escolheram seu candidato.

 

A diferença em relação à campanha para a renovação do Parlamento alemão, em setembro, é flagrante. O candidato social-democrata, Martin Schulz, teve recentemente um momento de ascensão meteórica, ameaçando a chanceler, mas agora parou de crescer. Merkel sobe novamente nas sondagens, e o partido da chanceler voltou à liderança.

Outro aspecto revelante é que o social-democrata Schulz não é exatamente de oposição. O partido dele faz parte da atual coalizão do governo Merkel. Quer dizer, mesmo que ele venha a ganhar, não deve haver grandes mudanças, ao passo que pelo menos dois candidatos franceses, Le Pen e Mélenchon, com chances de vencer, querem uma reviravolta total na França e na União Europeia. 

Schulz integra um grande e tradicional partido da política alemã, o que não é o caso de Le Pen, Macron e Mélenchon. Além disso, a extrema-direita alemã está atualmente com bons índices nas pesquisas de intenção de voto, pode até eleger membros do Parlamento, mas não tem a menor chance de chegar ao governo.


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