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Europa

Para Putin, ataque de EUA na Síria compromete coalizão antiterrorista

media Presidente russo Vladimir Putin criticou o ataque americano à base militar na Síria em 7 de abril de 2017 REUTERS/Pavel Golovkin

Após o ataque americano à base militar síria de Al-Shayrat, na madrugada de sexta-feira (7),  as reações na Rússia se sucedem, espelhando o primeiro estremecimento nas relações entre as duas potências desde a chegada de Donald Trump ao poder.  

Desde a manhã desta sexta-feira, as agências de notícias russas ouvem reações de especialistas. A agência TASS começou o dia divulgando uma entrevista com Vladimir Safronkov, representante do país na ONU, para quem este ataque "é um sinal direto da preparação de uma operação militar, cujas consequências estarão na consciência dos responsáveis".

Para o presidente Vladimir Putin, o ataque ordenado pelo presidente Donald Trump vai degradar as relações russo-americanas e terão um impacto negativo na própria luta contra o terrorismo. "Esses bombardeios causam um prejuízo considerável nas relações entre Moscou e Washington mas, sobretudo, esta ação não nos une no objetivo final que é lutar contra o terrorismo internacional mas, ao contrário, ergue sérios obstáculos para a formação de uma coalizão internacional para combatê-lo", declarou o presidente.

Esta coalizão anti-terrorista comum era uma grande expectativa, principalmente depois da chegada de Trump no poder. Mas as versões contraditórias se sucedem. Enquanto a comunidade internacional responsabiliza o governo sírio pelo ataque, o ministro russo da Defesa, Sergueï Choïgou, anunciou que a aviação síria havia atacado um "depósito de terroristas contendo armas químicas". Já o chefe do comitê internacional do Parlamento russo, Leonid Slutskiy, tem um outro ponto de vista: para ele, o ataque foi uma provocação para implicar os americanos no processo de destituição do regime de Bachar al-Assad.

Todas estas reações apresentam um ponto comum por parte dos russos: a visão de um Trump imprevisível, pronto para outros ataques na Síria.

"A situação é extremamente perigosa"

Para o jornalista e especialista em questões militares russo, Alexandre Goltz, Donald Trump vai agir como bem quiser, sem consultar ninguém.

"A Rússia deslocou para a Síria seu sistema de luta antiaérea, deixando claro para todo mundo que reagiria em caso de ataque contra Assad. Neste caso, Moscou não interveio, mas anunciou a suspensão de seu memorando com os Estados Unidos sobre a segurança de voos na Síria; em outras palavras, os americanos não têm mais obrigação de informar os russos sobre suas ações na Síria, e a Rússia, por seu lado, se reserva o direito de fazer o que julgar necessário. "Estamos diante de uma situação extremamente perigosa em que os confrontos entre os dois exércitos [americano e russo] é possível. A Rússia, de uma certa forma, conseguiu chantagear Obama, dando a entender que tal situação poderia acontecer e o ex-presidente fez de tudo para evitar isso. Mas Trump, não, ele não tem medo e isso pode acabar mal", observa o analista.

Tillerson em Moscou?

A pergunta que todos se fazem hoje é o que vai acontecer se o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, fizer sua primeira visita à capital russa, programada para 11 e 12 de abril. Caso não seja anulado, o encontro deve ir no sentido de se administrar a crise.Tillerson era o presidente da Exon Mobil e já encontrou diversas autoridades russas no passado, a ponto de sua proximidade com Moscou ter levantado dúvidas sobre a sua neutralidade diplomática.

Desde que chegou ao poder, no entanto, o secretário vem demonstrando firmeza em suas posições, tendo acusado Bachar al-Assad de ser o responsável pelas mortes causadas pelo ataque químico, e não poupando críticas à política da Rússia em relação à Síria.

No plano bélico, o porta-voz do exército russo, Igor Konachenkov, anunciou nesta sexta-feira que as defesas antiaéreas da Síria serão reforçadas o mais rápido possível depois dos bombardeios americanos contra a base de Al-Shayrat. Mais uma prova do apoio russo ao regime de Bachar al-Assad.

(Com informações da redação russa da Rádio França Internacional)

 

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