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Europa

EUA e Londres proíbem aparelhos eletrônicos em aviões de países árabes e Turquia

media Boeing 777 da companhia aérea Emirates Wikimedia/Adrian Pingstone

O risco de atentados terroristas realizados por passageiros de aviões vindos de países árabes e da Turquia levou Estados Unidos e Reino Unido a anunciarem a proibição nesta terça-feira (21). A partir de agora, os dispositivos eletrônicos devem ser despachados na bagagem de porão.

O governo americano foi o primeiro a anunciar a medida, considerando real a ameaça de que os aparelhos possam simular uma bomba ou um artefato explosivo.

Companhias como Emirates ou Turkish Airlines, que operam voos diretos de Dubai ou Istambul para os Estados Unidos, têm 96 horas a partir desta terça-feira para proibir que seus passageiros embarquem com dispositivos eletrônicos maiores do que um telefone celular. Todos os dispositivos (laptops, tablets, consoles de jogos, livros eletrônicos, aparelhos de DVD, câmeras fotográficas, entre outros) devem ser incluídos na bagagem despachada nos aviões, informaram fontes do governo americano.

"A análise dos serviços de inteligência indica que grupos terroristas continuam visando o transporte aéreo e buscam novos métodos para cometer atentados, como dissimular explosivos em bens de consumo", explicou uma fonte. "Com base nestas informações, o secretário para a Segurança Interna, John Kelly, decidiu que era necessário reforçar os procedimentos de segurança para os passageiros com voo direto de alguns aeroportos e com destino aos Estados Unidos".

A medida deve afetar 50 voos diários de nove companhias (Royal Jordanian, EgyptAir, Turkish Airlines, Saudi Airlines, Kuwait Airways, Royal Air Maroc, Qatar Airways, Emirates e Etihad Airways) com decolagem de 10 aeroportos internacionais: Amã, Cairo, Istambul, Jidá, Riad, Kuwait, Doha, Dubai, Abu Dhabi e Casablanca.

Aliados de Washington também são atingidos pela proibição

Oito países são afetados, todos aliados ou sócios dos Estados Unidos: Jordânia, Egito, Turquia, Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Marrocos. "Consideramos que é o que deve ser feito e nos locais adequados para garantir a segurança dos viajantes", disse uma fonte oficial, referindo-se a "vários incidentes e atentados executados com êxito contra passageiros e aeroportos nos últimos anos".

Um dos exemplos é o ataque reivindicado em fevereiro de 2016 por islamitas somalis shebab, vinculados à Al-Qaeda, em um Airbus A321 da Daallo Airlines, com 74 pessoas a bordo. Quinze minutos depois da decolagem em Mogadíscio, um artefato explodiu e provocou um buraco de um metro de diâmetro na fuselagem, assim como a morte da pessoa suspeita de transportar a bomba.

A proibição de dispositivos eletrônicos maiores do que um telefone celular estaria relacionada com uma ameaça do grupo Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), muito ativo no Iêmen, informou o canal CNN, com base em uma fonte do governo.

As autoridades americanas informaram com antecedência os países e as companhias aéreas envolvidas. Algumas empresas publicaram na segunda-feira à noite (20) no Twitter algumas informações para os clientes.

Não foi divulgado o prazo de duração da proibição, mas as companhias que não colocarem as medidas em prática correm o risco de perder o direito de voar para os Estados Unidos.

A Turkish Airlines publicou um comunicado que confirma a proibição. O texto informa aos passageiros "que todo aparelho eletrônico ou elétrico de tamanho maior que um telefone celular ou smartphone (com exceção dos aparelhos médicos) não deve ser transportado a bordo de voos com destino aos Estados Unidos".

Política migratória

As medidas são parte de um processo de intensificação dos controles nas fronteiras e, de modo mais geral, da política americana em termos de imigração, desde que Donald Trump assumiu o poder. Ele tenta impor uma proibição temporária de entrada nos Estados Unidos de todos os refugiados e  cidadãos de seis países de maioria muçulmanas. A medida foi estabelecida em um decreto bloqueado duas vezes por juízes federais americanos.

Horas depois dos Estados Unidos, o Reino Unido também anunciou a mesma proibição de dispositivos eletrônicos para passageiros que voarem para o seu território vindos de cinco países árabes, Líbano, Jordânia, Egito, Tunísia e Arábia Saudita, além da Turquia.

 

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