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Europa

Chanceler alemão critica Turquia por acusar Merkel de “nazismo”

media O ministro alemão das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, disse neste domingo (19) ao seu homólogo turco que seu presidente foi longe demais ao acusar Angela Merkel de realizar "práticas nazistas". REUTERS/Fabrizio Bensch

O ministro alemão das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, disse em entrevista publicada nesta segunda-feira (20), que o homólogo turco foi longe demais ao acusar Angela Merkel de realizar "práticas nazistas".

"Somos tolerantes, mas não somos idiotas", declarou Sigmar Gabriel ao jornal alemão Passauer Neue Presse. "É por isso que eu disse claramente ao ministro das relações da Turquia [Mevlut Cavusoglu] que um limite foi ultrapassado" após as palavras de Recep Tayyip Erdogan.

O presidente turco acusou Merkel, neste domingo, de recorrer a "práticas nazistas", em referência à anulação na Alemanha de vários comícios eleitorais a favor do "sim" ao referendo de 16 de abril, com o qual Ancara pretende aumentar os poderes presidenciais.

A Turquia já havia acusado, no início de março, a Alemanha de usar práticas "nazistas", depois que vários municípios cancelaram comícios. Declarações rechaçadas por Berlim, Bruxelas e Paris.

O governo da Holanda, que também vetou a intervenção de ministros turcos em comícios pró-Erdogan em seu território, foi igualmente comparado ao regime nazista.

"Palavras indignas de um chefe de Estado"

"Quando os tratamos como nazistas, eles não gostam. Mostram sua solidariedade. Sobretudo Merkel", declarou Erdogan neste domingo durante um discurso televisionado. "Mas neste momento recorrem a práticas nazistas", disse se dirigindo à chanceler alemã.

Julia Klöckner, vice-presidente do partido conservador de Merkel, CDU, pediu a retirada das "multimilionárias ajudas da União Europeia" à Turquia, após as declarações do presidente turco. "Será que o senhor Erdogan continua em seu juízo normal?", questionou diante da imprensa.

Martin Schulz, recém-eleito presidente do partido social-democrata alemão SPD, qualificou as palavras de Erdogan de "indignas de um chefe de Estado" e avisou que a "Turquia está se tornando um Estado autoritário".
 

 

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