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Europa

Eleições na Holanda podem definir rumo da extrema-direita na Europa

media Painel com propaganda eleitoral em Amsterdã. REUTERS/Yves Herman

Após as surpresas do Brexit e a vitória de Donald Trump, as eleições parlamentares holandesas, que nunca chamaram muita atenção, atraem o interesse de todo o mundo. O resultado pode influenciar - e muito - outros pleitos importantes na Europa ainda este ano, na França, Alemanha e Itália.

Tudo vai ser medido pelo desempenho do Partido para a Liberdade (PVV), de extrema-direita. Seu líder, Geert Wilders, 53 anos, dono de uma chamativa cabeleira platinada, não mede palavras para criticar imigrantes, pedir a proibição do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, ou dizer que os marroquinos são “escória”. Se for primeiro-ministro, ele promete a saída da Holanda da União Europeia, o fechamento de mesquitas e das portas do país aos imigrantes.

O grande rival de Wilders é o atual primeiro-ministro, Mark Rutte, 50 anos, do Partido Popular para a Liberdade e a Democracia (VVD), que prega a manutenção do status quo, num país onde a economia se recupera bem (crescimento de 2,3%) e o índice de desemprego é o menor dos últimos cinco anos. Rutte defende “valores holandeses” e convida os que não se integram a irem embora.

Durante meses, Wilders dominou as pesquisas de opinião, mas nesta reta final, o partido do atual premiê tem mostrado uma ligeira vantagem. A extrema-direita pode, segundo as sondagens, levar até 21 cadeiras, enquanto o partido da situação, 28.

Partidos nanicos podem ser fiel da balança

Mas seja qual for o resultado (que também pode ser uma caixa de surpresas), num país historicamente governado por coalizões, Wilders dificilmente vai se tornar primeiro-ministro, uma vez que ele precisaria de 76 das 150 cadeiras do parlamento para poder assegurar o cargo. Muitos dos partidos entre 28 que disputam as eleições já afirmaram que não se aliam ao candidato extremista.

No segundo pelotão, embolam partidos que dominaram o cenário holandês durante décadas, como o cristão-democrata CDA, o social-liberal D66, o ecologista GroenLinks (Esquerda Verde), o socialista (SP) e o trabalhista PvdA.

Todos podem fazer uma diferença na construção de uma coalizão, inclusive partidos menores e, geralmente muito específicos, como o 50+, que luta pelos direitos das pessoas com mais de 50 anos, o Partido dos Animais, formações cristãs conservadoras e outros. O partido nanico que mais se destacou foi o Denk (“pense”), que se apresenta como o “partido dos imigrantes para os imigrantes”.

Questões em jogo

Com apenas 5.488 km², o Reino dos Países Baixos, mais conhecido como Holanda, tem cerca de 17 milhões de habitantes, dos quais quase 13 milhões estão aptos a votar. Segundo estatísticas oficiais, cerca de 4,4% da população tem origem marroquina e 3,5%, turca. O PPV de Wilders, fundado em 2006, aproveita para surfar nas ondas da maior crise migratória da Europa para angariar votos contra o Islã e a imigração.

Mas outros temas também pesam na balança do pleito holandês: previdência, aposentadoria, habitação e condições de trabalho.

Temendo fraudes e ataques de hackers, a Holanda preferiu conservar o tradicional método de voto manual. A  cédula, que parece um jornal, traz os nomes dos 1.114 candidatos e a escolha se faz com um lápis vermelho.

O resultado final será anunciado pelo Conselho eleitoral no dia 21 de março. A nova Câmara vai apontar um “formador”, que se incumbe de dirigir as negociações entre as lideranças partidárias para se chegar a uma coalizão e um gabinete. O processo pode levar semanas ou meses.

 

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