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Annie Gasnier, jornalista esportiva: "Mulheres têm que brigar para ter credibilidade"

Annie Gasnier, jornalista esportiva:
 
Annie Gasnier, jornalista esportiva da Rádio França Internacional RFI

Annie Gasnier é editora e apresentadora do programa diário Radio Foot Internationale, da redação francesa da RFI, um dos grandes sucessos de audiência da casa. Neste Dia Internacional da Mulher (8), ela fala sobre o seu trabalho em um universo majoritariamente masculino e revela que ainda é pequena a presença feminina nos programas esportivos, em relação aos homens.

A paixão de Annie Gasnier pelo futebol começou no final dos anos 70, torcendo junto com a família pelo legendário clube francês Saint-Etienne, que atingiu o apogeu nos anos 60 e 70, tendo conquistado dez títulos nacionais e chegado à final da Liga dos Campeões.

Annie compartilhava o fervor nacional pelos "Verdes" (cor da camisa do clube), mas foi a atração de sua mãe pelo futebol brasileiro que acabaria influenciando o seu percurso. "Minha mãe era apaixonada pelo futebol do Brasil, a Copa do Mundo era um momento especial, a gente acompanhava... Quando cheguei ao Brasil para trabalhar como correspondente da RFI era o ano de 1994, quando o Brasil ganhou a Copa. Então, trabalhei muito com futebol, acompanhei muito, lembro que assisti à final no jardim da casa do pai do Romário", ela recorda.

Morando no Rio de Janeiro, Annie passou a frequentar os estádios, assistir aos grandes clássicos, tendo aprendido muito sobre o futebol com seus amigos e com os próprios torcedores cariocas.

Rádio Foot, o grande desafio

Foi voltando à França em 2010 que Annie e sua equipe criaram o programa Radio Foot Internationale. "Aí me dei conta que não sabia quase nada dessa cultura do futebol que as pessoas têm e que é muito detalhada. Se você falar coisas estúpidas, o ouvinte te cobra na hora. No início foi difícil, os ouvintes cobraram muito", ela conta, rindo, tendo sido a primeira mulher na RFI a entrar na área.

Mulheres comentaristas: evolução ou machismo?

Hoje, o número de mulheres comentaristas esportivas e repórteres de campo está aumentando na França. Mas Annie é prudente ao falar em verdadeiros progressos: "As coisas estão evoluindo, mais na televisão do que na rádio, mas de vez em quando me pergunto se também não é para cativar o público masculino. Eu tenho essa dúvida, pois se você vê o perfil das mulheres que trabalham nessa área, as que estão na beira do campo, muitas são loiras, jovens, bonitas", reflete Annie, reconhecendo que elas entendem de futebol, mas que se fossem mais velhas, mesmo com mais experiência, não teriam esse lugar, ou seja, a aparência é privilegiada. "Eu me pergunto se não é marketing, para dizer aos homens 'olha a menina bonita'."

No programa Radio Foot Internationale, Annie costuma receber jovens estagiárias que demonstram muito interesse por futebol. Por isso, ela acha que vai aumentar o número de mulheres na área. "O problema é que, nesse meio, as mulheres têm que brigar muito mais para ter credibilidade." Como exemplo relevante, ela cita a Liga dos Campeões, o evento mais importante do futebol europeu, no qual não tem nenhuma mulher comentando um jogo. Na primeira divisão francesa, elas também estão ausentes. "De vez em quando tem uma mulher, mas para comentar jogo de mulher", diz Annie.

Mas dentro deste mundo fechado e masculino, a jornalista revela que "existe um exemplo maravilhoso no futebol na França, uma mulher treinadora, Corrine Diacre". Atualmente, ela é a técnica do clube Clermond Foot 63, da cidade de Clermond-Ferrand (centro), que quase chegou à primeira divisão no ano passado. "Eu sonho em ver uma mulher num campeonato só de homens, que treine um clube de homens da primeira divisão. Esse é um bom exemplo, um verdadeiro exemplo, mas só tem uma treinadora... Acho que vão chegar mais", afirma a única jornalista de futebol da RFI, que é, ela própria, um belo exemplo.

 

  Vejam algumas fotos de Annie Gasnier em ação, sempre rodeada por homens


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