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Eric de Sousa honra tradição da família desafiando as ondas gigantes de Nazaré

Por
Eric de Sousa honra tradição da família desafiando as ondas gigantes de Nazaré
 
O surfista brasileiro Eric de Sousa Stefan Ernest

Surfista brasileiro, filho de Rico de Sousa, uma das maiores lendas do surfe, está em Portugal, surfando em ondas de até 20 metros na praia do Norte.

Luciana Quaresma, correspondente da RFI em Portugal

Esta foi a primeira temporada de inverno de Eric na praia do Norte, onde, diante de enormes ondas, ter o apoio da família por perto fez toda a diferença para o surfista.

“Ter meu pai e minha família por perto aqui durante alguns dias em Portugal foi ótimo, foi excelente. Eu não pude ficar muito tempo com eles porque eu estava viajando, fui para outras ilhas aqui perto, mas foi ótimo ter a minha família ao meu lado. A gente teve um jantar incrível antes do “swell”. Minha família me dá muita força. Eu realmente sou muito grato por terem sempre me apoiado, e continuarem me apoiando até os dias de hoje. Sem eles, nada disso certamente estaria acontecendo”, conta Eric.

Ao lado do filho pela primeira vez em Nazaré, Rico de Sousa, fez questão de passar muita segurança para Eric, mostrando que a confiança que tem no filho supera a preocupação de pai.

“Eu achei uma experiência muito rica. Foi tensa porque eu sabia que Nazaré tem uma onda muito perigosa. O dia em que eu vi ele surfando, o mar estava muito irregular, mas foi legal. Sempre que estou do lado do meu filho tento lhe mostrar que realmente confio nele, confio na equipe dele, nos amigos que estão juntos com ele, para que ele se sinta ainda mais seguro. Qualquer insegurança que eu passe pra ele da minha parte traz insegurança pra ele. Então, sempre procuro ser muito seguro das minhas palavras, dos meus atos para não lhe trazer preocupações. Foi uma experiência realmente tensa porque ele está lá fora, muito longe. É tão longe que você não sabe quem é quem, mesmo sabendo a cor do jet-ski e do colete dele. Fica difícil de ver o que está acontecendo”, explica Rico.

Trabalho de equipe

Outros dois surfistas brasileiros também estiveram em Portugal atrás das maiores ondas de Nazaré, que chegaram aos 20 metros, num dos melhores momentos da temporada. O parceiro de surfe de Eric de Sousa, Ian Consezo, e o também lendário Alemão de Maresias formaram uma superequipe nesta aventura pelo “canhão da Nazaré”, como é conhecida a Praia do Norte.

“Foi agora no último dia 10 de Fevereiro que as previsões apontaram que os ondas em Nazaré estariam muito grandes. Um parceiro nosso, o Alemão de Maresias, já mais experiente, já mais respeitado pelo pessoal do “big surf”, chegou aqui e abriu todas as portas, mostrando-nos o caminho das pedras. Foi ele quem puxou a galera nas ondas. Foi como se fosse o nosso anjo da guarda, foi o nosso grande parceiro que completou o time. Sem ele, sem o apoio do Carlos Burle, que não veio mas emprestou equipamento também, nada disso teria acontecido. E estar lá dentro com o Eric foi sensacional! Nós, desde moleques, vivenciamos várias experiências juntos e, sem sombra de dúvida, essa experiência é uma coisa que vai ficar marcada para o resto das nossas vidas”, afirma Ian Consezo.

Todo cuidado é pouco

Conhecido como um dos melhores locais para o “big surf” e a prática do “tow-in”, quando o surfista é puxado pelo jet-ski, a Praia do Norte exige muita preparação e um espírito de equipe fundamental.

“Como as consequências são grandes e graves, a gente precisa sempre estar um de olho no outro. Realmente o Alemão é uma pessoa muito experiente, que sempre tenta nos passar todo esse conhecimento. Nós tentamos absorver sempre o máximo. Ele foi realmente o responsável de fazer tudo isso aqui possível, porque sem ele, sem um piloto, sem um capitão como ele, seria muito difícil de fazer tudo isso acontecer. Não é tão fácil entrar de jet-ski e tal…Você precisa ter um conhecimento, uma certa segurança e um entrosamento anterior com o piloto, porque no dia D se alguma coisa falhar, realmente a consequência pode ser grave, e você não quer que nada de ruim aconteça. Então essa parceria dentro do “tow-in” é muito grande. É bem diferente do surfe de competição onde não existe tanto isso”, explica Eric.

Risco de morte

Foi nesta mesma praia que a surfista brasileira Maya Gabeira quase perdeu a vida tentando surfar numa das ondas gigantes em 2013.

“Realmente entrar neste mar, onde já ocorreram outros acidentes anteriormente, como esse da Maya, foi uma experiência única, realmente desafiadora. Não tem como uma pessoa não ficar com medo. É muito difícil também se acostumar, ficar ali relaxado, conseguir pensar e raciocinar bem. Só mesmo muito treino, muita prática ali, dentro de Nazaré, da Praia do Norte, para que você possa cada vez mais ir dominando a situação”, disse Eric.

Apesar de todas as dificuldades, esta primeira temporada na Praia do Norte, em Nazaré, Portugal, vai ficar marcada na memória do brasileiro.

“O que mais me marcou em Nazaré foi realmente a força das ondas. A forma como a ondulação atinge a costa e como ela cresce. Realmente este fenômeno que ocorre ali pelo “canyon” é impressionante. É algo que eu nunca tinha visto, pelo menos assim com tanta intensidade”, afirma o surfista.

 

 

 

 


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