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Europa

Juncker anuncia opções para que Brexit não bloqueie UE

media O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, apresentou diferentes cenários para o bloco após o Brexit REUTERS/Yves Herman

O presidente da Comissão Europeia divulgou nesta quarta-feira (1°) sua estratégia para o futuro do bloco após o Brexit. Ele apresentou cinco cenários possíveis para que a saída do Reino Unido não atrapalhe o funcionamento da União Europeia (UE).

Em um "Livro Branco", o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, aprsentou cenários que vão desde uma Europa contentando-se meramente em ser um mercado único, a uma UE muito mais integrada, passando por um bloco "em várias velocidades". Independentemente da opção adotada, ele pediu ao grupo que mostre "unidade e liderança".

O chefe do executivo da UE não expressa preferência oficial por uma das alternativas apresentadas em seu documento de trinta páginas, mas comenta em detalhes as diferentes opções sobre até onde pode caminhar uma União Europeia antes e depois da eventual saída do Reino Unido, em meados de 2019, caso os prazos sejam cumpridos.

Manter políticas atuais

O primeiro cenário veria a UE continuar com as atuais políticas e, especialmente, o programa estabelecido em Bratislava em setembro de 2016, segundo o qual o novo estímulo que os governantes querem dar ao bloco passaria pelo reforço da segurança e da defesa exterior, além da garantia da recuperação econômica. "A unidade da UE a 27 permanece, mas poderia enfrentar em algumas ocasiões grande discussões", destaca o Livro Branco. Entre as possíveis ações, uma cooperação maior na área militar, mas limitada.

Apenas o mercado único

Essa opção representa um retorno ao espírito inicial de um projeto europeu centrado na cooperação econômica no âmbito do mercado único, ante a falta de vontade conjunta para trabalhar de maneira unida em áreas políticas como a migração, a segurança e a defesa, suprimindo algumas políticas atuais. "Os direitos dos cidadãos derivados da legislação da UE (como a livre circulação dentro do bloco) poderiam ser restringidos com o tempo", afirma o Livro Branco. O aspecto positivo para Juncker seria facilitar a tomada de decisões.

Várias velocidades

A Europa "a várias velocidades" é uma opção, que parece ter conquistado apoio recentemente nos discursos dos líderes europeus e pela qual cada país poderia escolher sua margem de integração com os sócios, como já aconteceu na zona do euro (19 membros da UE) e o Espaço de Livre Circulação Schengen (22 nações). Neste cenário, os países que desejarem poderiam avançar para uma cooperação militar e um combate ao terrorismo maiores, assim como em questões econômicas, como a harmonia fiscal ou assuntos sociais. O inconveniente dessa estratégia é que os direitos dos cidadãos dependeriam do local onde vivem, aponta o documento.

Fazer menos e melhor

Nesta opção, os 27 devem concentrar esforços nas áreas que definem como prioritárias, como a inovação tecnológica, comércio, segurança ou controle das fronteiras, deixando para cada governo nacional outros temas como o desenvolvimento regional ou questões do dia a dia dos cidadãos, como saúde pública ou emprego. "Uma divisão mais clara das responsabilidades ajuda os cidadãos a compreender melhor o que se administra na UE", mas os 27 poderiam "ter dificuldades para definir que áreas devem priorizar", afirma o relatório da Comissão Europeia.

Mais unidos

No último cenário apresentado por Juncker, os países da UE "decidem compartilhar mais poder, recursos e tomada de decisões" em todos os âmbitos, desde a Eurozona até questões de defesa, imigração ou energia, para "enfrentar os desafios do dia a dia". O Livro Branco adverte, no entanto, para o "risco de alienar partes da sociedade que contestam a falta legitimidade da UE ou a concentração de muitos poderes em detrimento das autoridades nacionais", um argumento já utilizado por partidos de extrema-direita, que se encontram em alta na Europa.

(Com informações da AFP)

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