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Europa

Parlamento europeu aprova acordo de livre comércio com o Canadá

media Bancada de eurodeputados em oposição ao CETA, o acordo de Livre Comércio entre o Canadá e a União Europeia. Embaixo, à direita, a líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen. REUTERS/Vincent Kessler

O Parlamento europeu aprovou nesta quarta-feira (15), em Estrasburgo, o tratado de livre comércio entre União Europeia e Canadá (CETA), abrindo caminho a uma implementação provisória deste espaço de livre negociação, que envolve um mercado de 550 milhões de pessoas.

Por 408 votos a favor, 254 contra e 33 abstenções, os eurodeputados deram sua aprovação ao acordo conhecido como CETA (acrônimo, em inglês, de “Comprehensive Economic and Trade Agreement”) e negociado por sete anos, após um debate de três horas marcado por uma série de duras críticas entre partidários e opositores.

Bruxelas busca que este tratado comercial, negociado durante sete anos, se converta no modelo dos futuros acordos, como o negociado com o Mercosul, em um contexto de incerteza no comércio internacional depois da chegada de Donald Trump à Casa Branca.

Trump retirou seu país do Tratado Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP) e anunciou sua intenção de renegociar o Tratado de Livre Comércio para América do Norte (TLCAN), por considerá-lo especialmente generoso para com o México.

Críticas e protestos

A votação desta quarta-feira no Parlamento europeu foi marcada por protestos. Cerca de 700 opositores se manifestaram em Estrasburgo, segundo a polícia local, e dezenas de pessoas bloquearam a entrada principal ao Parlamento. Os adversários do CETA consideram o acordo antidemocrático, excessivamente favorável às multinacionais e em nada preocupado com a ecologia e o meio ambiente, além de perigoso para a agricultura europeia.

"Nestes tempos de incerteza, com o crescente protecionismo mundial, o CETA sublinha o nosso forte compromisso com o comércio sustentável", respondeu a comissária de Comércio da União Europeia, Cecilia Malmström, após a votação. "Nada neste acordo afetará a segurança dos alimentos que comemos e os produtos que compramos ou resultará na privatização dos serviços públicos”, ela assegurou aos eurodeputados durante um debate de três horas.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, deverá falar no Parlamento europeu nesta quinta-feira (16) evocando o “caráter especialmente progressista do acordo de livre comércio”, segundo seu gabinete. "Os intensos debates sobre o CETA refletem o caráter democrático das tomadas de decisões na Europa", sublinhou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

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