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Cineastas brasileiros planejam protestos contra Temer na Berlinale

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Cineastas brasileiros planejam protestos contra Temer na Berlinale
 
12 filmes brasileiros participam do Festival de Berlim neste ano REUTERS/Fabrizio Bensch

Com uma participação excepcional de brasileiros este ano, a Berlinale pode ser palco de protestos. Em muitas sessões, alguns diretores já têm feito discursos contra o governo de Michel Temer – a maioria absoluta dos diretores selecionados tem uma posição claramente contrária ao governo brasileiro atual.

 

Bruno Ghetti, de Berlim, especial para a RFI Brasil

Os brasileiros vieram celebrar a participação nacional em Berlim, mas também estão ávidos por protestar e defender o esquema de políticas públicas em vigor antes do governo Temer, que, mal ou bem, foi o que tornou possível a participação tão forte do Brasil no festival, como explicou a cineasta Daniella Thomas. Nos bastidores existe a informação de que vai haver algum tipo de protesto da categoria, mas ainda não há detalhes sobre a manifestação. O protesto ocorrido no último festival de Cannes, durante a exibição do filme Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, contra o impeachment de Dilma Rousseff, ainda continua vivo na memória.

A participação brasileira está mais forte este ano, com 12 filmes na Berlinale. Um deles, inclusive, está na competição oficial: "Joaquim", dirigido pelo pernambucano Marcelo Gomes, que será exibido na quinta-feira (16). Entre os que já foram exibidos nas mostras paralelas, alguns foram muito bem recebidos, como "Vazante", da cineasta Daniela Thomas. Ela foi co-diretora de filmes importantes, como "Terra Estrangeira" e "Linha de Passe", ao lado de Walter Salles.

A história de "Vazante" se passa em 1821 e mostra uma fazenda em Minas Gerais onde um português utiliza mão de obra escrava africana para trabalhar na agricultura. A trama fala de temas espinhosos, como escravidão, opressão feminina e até pedofilia. O filme é todo em preto e branco e com iluminação de luz solar ou luz de velas, o que o torna esteticamente muito belo.

Outro filme de destaque é o da diretora Lais Bodansky, famosa por "Bicho de Sete Cabeças", que lança em Berlim "Como Nossos Pais". É um drama com um toque de comédia, sobre uma mulher que se aproxima dos 40 anos e entra em crise pessoal. A crise também é acentuada depois que ela começa a suspeitar que o marido a trai com mulheres mais jovens. A protagonista é Maria Ribeiro, que ficou muito famosa como uma das apresentadoras do programa da TV paga Saia Justa.

Já João Moreira Salles, um dos documentaristas brasileiros mais respeitados, está lançando "No Intenso Agora", seu primeiro filme após 10 anos. O projeto, que parte de uma colagem de vários vídeos de diversos autores, levanta a questão da diferença entre a percepção que o espectador tem das imagens e as intenções originiais de quem filma. Para isso Moreira Salles reúne trechos de filmes sobre Maio de 1968, época dos movimentos estudantis na França, além de imagens que ele encontrou sobre a Primavera de Praga, sobre protestos contra a ditadura militar no Rio de Janeiro e até filmes caseiros, que a mãe dele fez durante uma viagem à China nos anos 60.

O diretor consegue editar todo esse material e dar um sentido em uma narrativa que reinterpreta esses eventos, faz uma reflexão sobre a imagem e, de quebra, ainda fala muito sobre o Brasil atual. Porque um dos cernes do filme é justamente a questão da desilusão política daquela juventude de 68 que, depois de fazer muito barulho nas ruas, ficou meio sem saber como agir, quando as forças conservadoras voltaram a predominar. Algo parecido com a situação do Brasil atual, que só torna o filme mais relevante.

Transexual pode levar prêmio de melhor atriz

Um dos maiores destaques até agora é o filme chileno "Uma Mujer Fantastica", dirigido por Sebastián Lelio (conhecido pelo filme "Gloria", premiado há alguns anos em Berlim). A trama contra a história de uma transexual, interpretada por uma atriz trans na vida real, Daniela Vega. No filme, a personagem vive um romance com um homem mais velho que um dia acaba morrendo, e a família dele aparece, pedindo de volta seus bens.

É um filme bastante comovente, que mostra as dificuldades da vida de um transexual. O nome de Daniela Vega já está sendo cotado para o prêmio de melhor atriz e pode ser a primeira mulher trans a ganhar em uma categoria de atuação em um grande festival. No filme ela está muito bem, de fato.

Continuação de "Trainspotting"

Neste ano, há pouca presença de diretores consagrados. Para se ter uma ideia, talvez o cineasta mais conhecido na disputa seja o alemão Volker Schlondorff, que está longe de ser um diretor muito conhecido pelo grande público. O evento tem, é claro, outros nomes, como o do finlandês Aki Kaurismaki, o coreano Hong Sang-soo e a portuguesa Teresa Villaverde, que são diretores de bastante prestígio, mas só em um meio muito cinéfilo. A verdade é que faltou um nome de impacto na disputa pelo Urso de Ouro. Tanto é que o filme mais aguardado foi um exibido fora de competição, “T2 Trainspotting”, de Danny Boyle, continuação do “Trainspotting”, um marco dos anos 90.

Na verdade, o grande astro do filme, Ewan McGregor, não pôde vir pra promover o filme, mas ainda assim o longa tem agradado o público e a crítica. Menos pesado do que o primeiro, o longa conta a história daqueles mesmos personagens, 20 anos mais tarde. Na primeira versão, eles apareciam viciados em heroína, o clima era mais soturno, apesar da linguagem dinâmica, com muita música eletrônica e a montagem cheia de adrenalina. A nova versão agora aposta mais no tom cômico, fazendo piada com o passar do tempo. Os jovens agora viraram quarentões e têm menos vigor físico. É um filme divertido, que mesmo sem ser tão marcante quanto o primeiro, não faz feio.

 

 

 

 

 


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