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Europa

Paris, Londres e Berlim protestam contra Donald Trump

media Em Paris, manifestação contra Donald Trump foi realizada diante da torre Eiffel neste sábado (4). REUTERS/Mal Langsdon

Milhares de pessoas se manifestaram neste sábado (4) em Paris, Londres e Berlim contra o decretro anti-imigração do presidente americano Donald Trump, que proibia a entrada nos Estados Unidos de refugiados e cidadãos de sete países de maioria muçulmana. A decisão foi revertida na noite de sexta-feira (3) por um juiz federal, uma medida classificada como "ridícula" por Trump.

Na capital francesa, cerca de mil pessoas participaram de um protesto na praça do Trocadéro, em frente à torre Eiffel. A manifestação, debaixo de chuva, teve uma alta participação de estrangeiros que vivem em Paris. Os participantes exibiram cartazes e gritaram frases como "Trump tem que renunciar", "refugiados são bem-vindos", "o povo deve se unir, nunca se separar".

"Estamos aqui para dizer que não aceitaremos o ódio", declarou um dos organizadores da mobilização, Michael Jacobs, americano de 20 anos. Entre os participantes, muitos americanos marcaram presença.

Anna Dory, estudante francesa de 22 anos, teme que Trump inspire movimentos de extrema-direita na França e, principalmente, que o partido Frente Nacional, que defende valores similares aos do bilionário, se fortaleça. "Essa marcha-ré na sociedade americana é assustadora. E a França não está muito longe de seguir o mesmo caminho", disse.

Decreto anti-imigração e revogação de vistos foram anulados

O decreto contra refugiados e muçulmanos vindos do Iraque, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmem não mobilizou apenas a opinião pública francesa, mas autoridades também. Na última quarta-feira (1°), o presidente francês François Hollande pediu que Trump fosse "responsável", enquanto o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault, fez um apelo pela anulação da polêmica decisão.

A anulação do decreto irritou o governo americano. Em comunicado emitido na noite de sexta-feira (3), a Casa Branca declarou que estava trabalhando para reverter a decisão da justiça americana. Neste sábado, em uma série de tweets, o presidente americano demonstrou sua revolta e classificou o bloqueio do juiz federal James Robart como "ridículo".

No entanto, no final da tarde deste sábado, autoridades americanas suspenderam a revogação de cerca de 60 mil vistos. "Revertemos a revogação provisória de vistos", disse um porta-voz do Departamento de Estado. "Os indivíduos que tiverem vistos que não foram fisicamente cancelados já podem viajar", assinalou.

Em Londres, manifestantes criticam Theresa May

Na capital britânica, cerca de 10 mil de manifestantes se concentraram na manhã deste sábado diante da embaixada americana. A mobilização foi convocada por várias organizações antirracistas, pacifistas ou antiausteridade, como "Stand Up to Racism", "Stop the War Coalition" e "The People's Assembly Against Austerity".

Depois, os manifestantes marcharam em direção à Trafalgar Square com cartazes que diziam "Não ao racismo!", "Não à Trump!", "Trump no lixo!" ou "Ele está mentindo!". A primeira-ministra britânica, Theresa May, não escapou das críticas. Os organizadores da marcha denunciaram a "conivência" da premiê com o bilionário americano, e seu convite para que ele visite o Reino Unido neste ano.

"Se Theresa May continuar querendo convidar Trump, vamos paralisar esta capital", disse Chris Nineham, vice-presidente da organização "Stop the War Coalition".

Londres vem se mobilizando contra o presidente americano e a recente amizade com a premiê britânica. Na segunda-feira (30), uma manifestação similar reuniu dezenas de milhares de pessoas em Whitehall, uma grande avenida onde estão vários ministérios e a residência de Theresa May. Além disso, mais de 1,8 milhão de pessoas assinaram uma petição online para que a visita de Trump não seja uma visita oficial. A questão será debatida pelo parlamento britânico em 20 de fevereiro.

Berlim protesta contra a ignorância

A manifestação de Berlim reuniu cerca de 1,2 mil pessoas, de acordo com a polícia alemã. O protesto começou diante do Portão de Brandemburgo, no coração da capital. Depois, os militantes anti-Trump marcharam até a frente da embaixada americana.

"Combatam a ignorância, não os imigrantes!", gritaram os participantes da mobilização. Alguns manifestantes exibiam o último número da revista alemã Der Spiegel, cuja capa é estampada com uma ilustração de Trump decapitando a Estátua da Liberdade.

"Espero que esse governo dos Estados Unidos mude, mas estou muito decepcionada. Tudo isso mostra qual é o nível de discriminação deles em relação aos estrangeiros", diz Mahsa Zamani, uma estudante iraniana de Medicina de 26 anos que mora em Berlim. A jovem deveria viajar aos Estados Unidos para realizar um estágio, mas, diante das polêmicas envolvendo os refugiados muçulmanos, hesita em deixar a Alemanha.

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