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Europa

Bruxelas buscará acordo equilibrado para o Brexit, diz Juncker

media O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker REUTERS/Vincent Kessler

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou nesta quarta-feira (18) que buscará um acordo "equilibrado" com o Reino Unido, um dia depois de a primeira-ministra britânica, Theresa May, ter feito seu discurso sobre o Brexit.

"Farei tudo o que for possível para que essa negociação termine com uma solução equilibrada, no respeito integral de nossas regras", garantiu em discurso na Eurocâmara.

Juncker agradeceu os esclarecimentos feitos ontem por May, a quem lembrou por telefone à noite que "um discurso não ativa as negociações". Londres pretende notificar oficialmente sua saída do bloco antes do fim de março.

"Quando o Reino Unido ativar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, haverá uma negociação inédita que deverá terminar em dois anos e cujas consequências serão consideráveis para o Reino Unido, para seus 27 sócios e para a União em seu conjunto", acrescentou.

Para Juncker, "as negociações serão muito, muito, muito difíceis", já que o Reino Unido deverá ser considerado como um país de fora do bloco.

Em seu discurso da véspera, a primeira-ministra britânica descartou a ideia de que o Reino Unido possa continuar fazendo parte do mercado único europeu, um espaço de livre circulação de pessoas, bens, serviços e capitais, ao preferir priorizar as restrições à chegada de pessoas provenientes do resto da UE.

Indivisibilidade do mercado único

O discurso de May "demonstra que uma posição unificada de 27 Estados-membros sobre a indivisibilidade do mercado único foi finalmente entendida e aceita por Londres", destacou na Eurocâmara o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

O presidente do Conselho, que representa os 28, disse ter ouvido "palavras equilibradas, cálidas sobre a integração europeia, que se aproximaram muito mais do enfoque do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill do que do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump".

O primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat, cujo país exerce a presidência pro-tempore da UE, considerou que May "foi muito clara sobre a posição do Reino Unido antes de ativar as negociações" e classificou de "desenvolvimento bastante positivo" sua renúncia a continuar no mercado único.

"Queremos um acordo justo com o Reino Unido, mas este acordo tem que ser necessariamente inferior a ser membro do bloco. Isso não deveria surpreender ninguém", reiterou Muscat, que anunciou uma possível cúpula extraordinária sobre o Brexit, quatro ou cinco semanas depois da notificação oficial de Londres.
 

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