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Theresa May opta por um "hard Brexit"

Theresa May opta por um
 
A primeira-ministra britânica, Theresa May, explicará nesta terça-feira (17), em um discurso muito aguardado, sua visão sobre a relação com a União Europeia depois do Brexit. REUTERS/Stefan Wermuth

Sete meses depois do referendo no qual optaram por sair da União Europeia, os britânicos finalmente devem conhecer os planos do governo para o futuro do Reino Unido. A primeira-ministra Theresa May faz um discurso nesta terça-feira (17) sobre sua estratégia para o Brexit. Ela deve anunciar que o país quer se desligar completamente do bloco europeu, deixando o mercado comum e assumindo um maior controle das fronteiras.

Maria Luísa Cavalcanti, correspondente da RFI em Londres

Desde o referendo, em junho do ano passado, os vários setores da sociedade britânica vêm especulando sobre o modelo político e econômico que o Reino Unido deveria adotar depois que sair da União Europeia – se seria um modelo como o da Noruega, que tem acesso ao mercado comum europeu, mas tem que contribuir com o orçamento do bloco e aceitar o livre trânsito de cidadãos; ou o do Canadá, que tem um acordo bilateral com a União Europeia, mas não tem obrigações financeiras ou legais, por exemplo.

Agora, já se sabe que o discurso de Theresa May desta terça-feira deve finalmente confirmar que o Reino Unido não vai buscar nenhum desses modelos, sinalizando o que muitos por aqui chamam de “hard Brexit”. O discurso será feito para uma plateia de embaixadores e diplomatas europeus em Londres.

Segundo a assessoria do governo, o pronunciamento deve indicar 12 prioridades para o país neste processo de saída. O Reino Unido pretende deixar o mercado comum e sair da jurisdição da Corte Europeia de Justiça. Os britânicos também devem impor novos controles de fronteira e de imigração, pontos que eram considerados cruciais pela maioria daqueles que votaram pelo Brexit.

O discurso também deve esclarecer outras questões, como o que acontece com os milhões de europeus que já vivem no Reino Unido e com os britânicos que moram nos outros países do bloco. Theresa May deve dizer que o governo está comprometido a garantir os direitos desses cidadãos de permanecer e de trabalhar onde estão.

No geral, o discurso pretende mostrar que o país sob um ângulo positivo, indicar que o Reino Unido está aberto para continuar sendo um parceiro e um aliado dos europeus. Essa linha já será defendida pelo governo britânico no Fórum Econômico Mundial de Davos, para onde Theresa May viaja logo após seu pronunciamento em Londres.

Brexit deve ser iniciado em dez semanas

Theresa May já havia dito que o país deve formalizar sua saída até o dia 31 de março. Mas ainda está correndo na Justiça britânica um processo que deve decidir quem tem o direito de fazer isso, se o governo ou se o Parlamento.

O processo foi iniciado por cidadãos comuns que alegam que, segundo a legislação estabelecida há quase 40 anos, quando o Reino Unido entrou na União Europeia, qualquer decisão de mudar essas leis precisa passar por um voto no Parlamento. Em primeira instância, juízes decidiram que sim, que o Parlamento deve decidir se inicia ou não a saída formal do bloco, que começa quando o país invocar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa. Mas o governo recorreu da sentença, argumentando ter a “prerrogativa real”, que dá a ele o direito de tomar decisões sem consultar o Parlamento. A Suprema Corte fez audiências sobre o caso em dezembro e deve anunciar seu veredicto até o fim de janeiro.

Mas é importante notar que essa decisão não interfere nos planos do governo para o Brexit. Caso fique decidido que o Parlamento tem o direito de participar do processo, são esses planos apresentados hoje que os parlamentares terão de analisar. No entanto, analistas acreditam que o Parlamento não deve simplesmente vetar ou impedir que o Brexit aconteça, pois isso representaria uma negação da vontade de 52% dos eleitores britânicos que optaram pela saída.

Reações políticas e econômicas

Os pontos anunciados no discurso devem irritar o Partido Nacionalista Escocês, que tinha feito exigências para que a Escócia tivesse um status especial dentro da União Europeia. Os escoceses manifestaram que queriam permanecer no mercado comum e adotariam o livre trânsito de cidadãos, basicamente continuando como já está. Mas o discurso, a princípio, não sinaliza isso. A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, já tinha dito que se isso acontecesse, ela deve iniciar um novo referendo pela independência da Escócia.

Em termos econômicos, na segunda-feira (16), a libra teve uma queda recorde diante do dólar e do euro, mas analistas preveem que a moeda deve se estabilizar daqui para a frente. Até agora, de maneira geral, a economia britânica não se mostrou tão afetada pelo resultado do referendo, pelo menos não da maneira que se esperava. Mas ainda não se sabe o que deve acontecer quando o Brexit virar realidade.


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