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Europa

Brexit vai tornar imigração mais difícil no Reino Unido, diz Theresa May

media O resultado das negociações sobre a saída da União Europeia será submetido ao Parlamento, que se pronunciará por votação, anunciou nesta terça-feira a primeira-ministra britânica Theresa May. REUTERS/Kirsty Wigglesworth/Pool

Sete meses depois do referendo no qual optaram por sair da União Europeia, os britânicos finalmente conheceram os planos do governo para o futuro do Reino Unido fora do bloco. A primeira-ministra Theresa May fez um discurso nesta terça-feira (17) sobre sua estratégia para o Brexit, e anunciou que o país quer se desligar completamente do bloco europeu, deixando o mercado comum e assumindo um maior controle das fronteiras. May confirmou, ainda, que o acordo final obtido na negociação com a União Europeia será submetido ao voto pelo Parlamento antes de ser implementado.

Maria Luísa Cavalcanti, correspondente da RFI em Londres

Desde o referendo, em junho do ano passado, os vários setores da sociedade britânica vinham especulando sobre o modelo político e econômico que o Reino Unido deveria adotar depois que sair da União Europeia – se seria um modelo como o da Noruega, que tem acesso ao mercado comum europeu, mas tem que contribuir com o orçamento do bloco e aceitar o livre trânsito de cidadãos; ou o do Canadá, que tem um acordo bilateral com a União Europeia, mas não tem obrigações financeiras ou legais, por exemplo.

Agora, já se sabe que o Reino Unido não vai buscar nenhum desses modelos, sinalizando o que muitos britânicos chamam de “hard Brexit”. O discurso, feito para uma plateia de embaixadores e diplomatas europeus em Londres, indicou 12 prioridades para o país neste processo de saída. O Reino Unido pretende deixar o mercado comum e sair da jurisdição da Corte Europeia de Justiça. Os britânicos também devem impor novos controles de fronteira e de imigração, pontos que eram considerados cruciais pela maioria daqueles que votaram pelo Brexit.

O discurso também esclareceu que o governo está comprometido a garantir os direitos dos cidadãos europeus que já estão morando e trabalhando no Reino Unido, assim como os britânicos que vivem e trabalham nos demais países europeus. Mas a primeira-ministra reiterou que no futuro os cidadãos da União Europeia terão que passar pelos mesmos controles de imigração que pessoas vindas de outras parte do mundo.

No geral, May tentou mostrar o país sob um ângulo positivo, indicando que o Reino Unido está aberto para continuar sendo um parceiro e um aliado dos europeus tanto em questões comerciais – buscando um acordo de livre comércio bilateral – como também em assuntos de defesa, política externa, colaboração científica, combate ao crime e ao terrorismo e outras áreas.

Essa linha já será defendida pelo governo britânico no Fórum Econômico Mundial de Davos, para onde Theresa May viaja logo após seu pronunciamento em Londres.

Brexit deve ser iniciado em dez semanas

Theresa May já havia dito que o país deve formalizar sua saída até o dia 31 de março, processo que se inicia quando o Reino Unido invocar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa. A partir daí, a União Europeia dá dois anos para que o processo de saída seja concluído. No discurso desta terça-feira, a primeira-ministra afirmou que vai usar esses dois anos, sem partir para decisões rápidas nem deixar o Reino Unido em um estado de transição sem definições.

Outro ponto destacado e defendido por Theresa May é a importância de o país se manter unido nestes próximos meses, mantendo suas nações juntas: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Isso é particularmente importante porque o governo autônomo da Escócia, liderado pelo Partido Nacionalista Escocês, manifestou que pode tentar realizar um novo referendo pela independência do país, caso os planos da primeira-ministra não incluíssem os interesses dos escoceses, que votaram pela permanência no bloco europeu.

Por fim, a primeira-ministra reconheceu que, apesar de a maioria dos líderes da União Europeia e dos presidentes das principais instituições do bloco estarem dispostos a adotar uma postura construtiva nas futuras negociações, muitos veem isso como uma oportunidade para punir o Reino Unido e negar algumas de suas exigências. Theresa May foi categórica ao dizer que essa atitude, principalmente a de negar um acordo comercial que dê aos britânicos acesso ao mercado comum, só deve prejudicar a União Europeia e não o Reino Unido.

 

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