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Europa

Confirmadas as circunstâncias da morte de nazista que executou 130 mil judeus

media O nazista austríaco Alois Brunner, responsável pela morte de 130 mil judeus. Wikipedia

O criminoso de guerra nazista Alois Brunner, considerado responsável pelo assassinato de 130 mil judeus na Europa, morreu em um calabouço em Damasco, em 2001, aos 89 anos, segundo uma nova investigação cujos resultados foram publicados nessa quarta-feira (11).  

A data e as circunstâncias de sua morte sempre estiveram envoltas em um mistério. O militar nazista, de origem austríaca, nascido em 1912, foi dado como morto em 1992 pelo historiador Serge Klarsfeld. Mas, em dezembro de 2014, o Centro Simon-Wiesenthal afirmou que o ex-nazista havia morrido em Damasco, em 2010.

A nova investigação publicada pela revista francesa XXI se baseia em três testemunhas, apresentadas como antigos membros dos serviços de segurança sírios encarregados da proteção do nazista. Um deles, Abu Yaman, hoje refugiado na Jordânia, aceitou revelar seu verdadeiro nome.

Segundo as testemunhas, o ex-adjunto de Adolf Eichmann e antigo chefe do campo de Drancy, perto de Paris, passou seus últimos anos encerrado em um calabouço no porão de uma residência habitada por civis. Ao morrer, em dezembro de 2001, seu corpo, lavado segundo o rito muçulmano, teria sido enterrado em total discrição no cemitério de Al Affif, em Damasco.

Alois Brunner, que continuou sendo nazista até sua morte, atendia pelo nome de Abu Hossein, e viveu seus últimos anos de forma miserável. "Estava muito cansado, muito doente. Sofria e gritava muito, todo mundo o ouvia", explicou um de seus guardas, sob o pseudônimo de Omar. "Para comer, tinha direito a uma ração mínima, algo infame, um ovo ou uma batata, que tinha que escolher. Não podia nem tomar banho".

"Ficamos satisfeitos que tenha vivido mal", reagiu o historiador Serge Klarsfeld, cujo pai foi assassinado em Auschwitz. Seu pai foi detido em 1943, em Nice, por um comando dirigido por Alois Brunner. Ele viajou a Damasco em 1982 com sua mãe para reclamar a expulsão do chefe nazista, em vão.

"A investigação da Revista XXI é perfeitamente verossímil. Interrogaram uma pessoa que o conheceu bem de perto", afirmou Klarsfeld, lamentando, no entanto, que Brunner tenha sido julgado à revelia em Paris, em 1954, e de novo em 2001. Segundo a investigação da XXI, a partir de 1989 o criminoso de guerra passou praticamente sob prisão domiciliar em seu apartamento no bairro das embaixadas de Damasco. No final dos anos 1990, Brunner foi transferido, por motivos de segurança, para o porão de um imóvel do qual não voltou a sair.
 

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