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Europa

Governo britânico perde seu “principal general” na batalha do Brexit

media O embaixador britânico na União Europeia, Ivan Rogers, pediu demissão nesta terça-feira, 3 de janeiro de 2017. Reuters/Francois Lenoir

A imprensa francesa desta quarta-feira (4) analisa as consequências da demissão surpresa do embaixador britânico na União Europeia. Ivan Rogers, que representava a Grã-Bretanha em Bruxelas e deveria liderar as negociações sobre o divórcio de seu país com o bloco europeu, anunciou sua renúncia terça-feira (3). “Theresa May entra na batalha do Brexit sem o seu melhor general”, destaca Le Figaro.

Ivan Rogers se demitiu a cem dias da esperada abertura das negociações sobre a saída de seu país da União Europeia, prevista para começar no final de março. Ele era contra o Brexit, vitorioso no referendo popular de 23 de junho de 2016, e deixa para o sucessor administrar as difíceis discussões.

A demissão do embaixador britânico na União Europeia complica o trabalho da primeira-ministra Theresa May, escreve Le Figaro. Segundo o jornal conservador, o veterano Ivan Rogers, é um negociador paciente, capaz de evitar armadilhas da burocracia europeia.

Rogers não deu nenhuma justificativa para sua demissão. “O futuro dirá se sua renúncia prematura é fruto da decepção de um europeu descrente, mas sincero, ou de um diplomata frustrado com a ausência de uma política clara do governo britânico, ou ainda um sinal de alarme sobre a discórdia que reina no gabinete de Theresa May”, questiona a matéria.

Esse é um novo contratempo na estratégia pouco clara de Londres sobre o Brexit. Mas essa renúncia é tanto um golpe para a premiê britânica quanto para Bruxelas, acredita Le Figaro.

Favorável a um Brexit soft

O diplomata britânico é favorável a uma saída lenta e gradual da Grã-Bretanha do bloco, explica Les Echos. No plano político, era lógico que Rogers, contrário ao Brexit, deixasse seu cargo para uma nova equipe, coerente com os objetivos do governo de realizar o divórcio entre Londres e Bruxelas. O jornal econômico acha que sua saída abre espaço para um Brexit mais radical.

Libération escreve que o ano começa mal para Theresa May. No cargo desde novembro de 2013, Ivan Rogers, chamado de o senhor Brexit do Reino Unido, deveria ficar em Bruxelas até novembro de 2017. Ele deveria ter um papel fundamental nas negociações sobre a saída do país do bloco europeu, mas, citando a imprensa britânica, o jornal progressista revela que “sua franqueza não agradava os pró-Brexit do governo May”.

Por exemplo, ele irritou muita gente quando explicou que as negociações para um acordo de livre comércio do Reino Unido com o bloco europeu levaria dez anos. Nos planos da primeira-ministra britânica, apenas dois anos estão previstos.

A saída do embaixador do cargo agrada alguns eurocéticos, como Nigel Farange, ex-líder do partido Ukip, que aproveitou a ocasião para encorajar outros diplomatas do país a pedir demissão. Mas a situação também preocupa os políticos e cidadãos britânicos que temem um Brexit "hard", que isole o país do bloco e traga consequências econômicas nefastas. A escolha do sucessor de Ivan Rogers será decisiva, afirma Libération.

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