Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 26/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 26/06 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 26/06 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 26/06 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 26/06 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 26/06 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 25/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 25/06 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Europa

Suspeito do atentado de Berlim é morto pela polícia em Milão

media Aviso de busca lançado pela polícia com informações sobre o suspeito do atentado de Berlim, Anis Amri.. Reuters

O tunisiano Anis Amri, 24, suspeito do atentado a uma feira de Natal em Berlim, morreu na madrugada desta sexta-feira (23) durante troca de tiros com a polícia italiana em Milão. Ele foi identificado pelas impressões digitais. A informação foi confimada pelo ministro do Interior italiano, Marco Minniti.

O suspeito foi parado por policiais às 3h na praça I Maggio, após ter saído da estação de trem Sesto San Giovanni, para um controle de indentidade. Ele gritou "Allah Akhbar" (Deus é grande, em árabe) e disparou contra os agentes, ferindo um deles no ombro, com uma pistola de calibre 22. O agente ferido está hospitalizado e fora de perigo.

Em seguida, Amri se escondeu atrás de um carro, antes de ser abatido. No bolso dele foi encontrada uma passagem de trem indicando que ele embarcou em Chambery, no sudeste da França, e passou por Turim antes de chegar a Milão, segundo a imprensa alemã.

O suspeito estava foragido desde que dirigiu na segunda-feira (19) à noite um caminhão contra a multidão que frequentava a feira de Natal da praça Breitscheid, ao lado da igreja Kaiser Wilheim, parcialmente destruída na Segunda Guerra Mundial e mantida como memorial. O atentado foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Alemanha "aliviada"

Em Berlim, o governo alemão reagiu dizendo ser "um alívio" a morte do suspeito. "Vão se somando indícios de que se trata realmente dessa pessoa, ou seja, o tunisiano o Anis Amri, e, se isso for confirmado, o ministério do Interior ficará aliviado de que esta pessoa já não represente nenhum perigo", afirmou o porta-voz da pasta, Tobias Platte.

"Estamos agradecidos às autoridades italianas pela estreita troca de informações que aconteceu, em total confiança, durante a madrugada", disse o porta-voz da diplomacia alemã, Martin Schäfer.

Nossos colegas do consulado geral em Milão foram informados muito rapidamente", explicou. A porta-voz da chanceler Angela Merkel não fez declarações, já que a Alemanha ainda não emitiu nenhuma notificação por escrito.

Antes de se estabelecer na Alemanha, em julho de 2015, Anis Amri passou quatro anos na Itália, pouco depois de chegar da Tunísia na ilha de Lampedusa, em 2011. Ele foi condenado por atear fogo a uma escola e passou vários anos na prisão na Itália.

Impressões digitais no caminhão

A Justiça alemã havia emitido oficialmente na quinta-feira (22) um mandado de prisão contra o tunisiano.
Suas impressões digitais foram encontradas no caminhão utilizado no ataque em Berlim. E um documento de identidade que pertencia a ele foi encontrado na cabine do veículo.

Após o ataque, o homem conseguiu fugir, provavelmente armado. Imagens de câmeras de segurança, divulgadas nesta sexta-feira pela televisão alemã, é possível vê-lo passar em frente a uma mesquita no bairro de Moabit, em Berlim, apenas algumas horas depois da carnificina.

Essa mesquita é conhecida por ter sido frequentada por islamitas e foi alvo de uma operação de busca na quinta pela polícia.

Outras imagens, de 14 e 15 de dezembro, cinco e quatro dias antes do ataque, mostra o tunisiano diante da mesma mesquita, fechada pelas autoridades.

Falhas sistêmicas

Na Alemanha, a polêmica só aumenta desde o ataque sobre as consequências da tragédia em Berlim, que revelou deficiências preocupantes da administração e policiamento em todos os níveis: Anis Amri era conhecido há muito tempo por sua radicalização islâmica e seu perigo e, ainda assim, nunca foi detido ou expulso.

As autoridades sabiam que ele estava em contato com salafistas e que viajava pelo país usando identidades falsas. Um especialista em jihadismo, o professor Peter Neumann do Kings College de Londres, fala de uma "falha sistêmica".

"Uma vez que a poeira baixar, acho que precisaremos fazer perguntas fundamentais sobre os mecanismos de combate ao terrorismo na Alemanha", disse.

A polícia alemã tem sido fortemente criticada por ter focado a sua atenção durante 24 horas após o ataque em um suspeito paquistanês, finalmente inocente.

Na terça-feira de manhã, os documentos de Amri foram encontrados no caminhão, mas o alerta de procura só foi emitido na madrugada de quarta-feira (21), dando tempo para o suspeito desaparecer.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.