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Europa

O que a Alemanha sabe sobre o suposto autor do atentado de Berlim

media Anis Amri, de 24 anos, é o principal suspeito de ter cometido o atentado de Berlim na segunda-feira (19). Reuters/Reprodução

O rosto de Anis Amri, suposto autor do atentado de Berlim, está sendo divulgado por toda a mídia europeia nesta quinta-feira (22). Ele já era conhecido da polícia antiterrorismo da Alemanha, onde foi investigado neste ano por preparar um roubo para financiar um atentado.

Anis Amri foi identificado na quarta-feira (21). As autoridades alemães estão oferecendo € 100 mil para quem tiver informações sobre o paradeiro do suspeito de ter perpetrado o massacre no maior mercado de Natal de Berlim na segunda-feira (19). A polícia da Alemanha adverte que o tunisiano é um "islamita perigoso" e pode estar armado.

Segundo a mídia alemã, o suposto agressor deve estar ferido. Traços de sangue foram encontrados no assento do motorista. Na caça que empreende para encontrar Amri, a polícia também incluiu buscas em hospitais e centros de saúde do país.

As primeiras informações sobre o rapaz vieram dos documentos encontrados dentro do caminhão utilizado para perpetrar o atentado. Em uma carteira encontrada no veículo, havia documentos de identidade e um pedido de asilo recusado pela Alemanha.

De acordo com as autoridades, Amri deixou a Tunísia em 2011 e, antes de se instalar na Alemanha, passou pela Itália, onde chegou a ser preso. Sua entrada em solo alemão data de julho de 2015. A partir de abril de 2016, ele requisitou o status de refugiado sob vários nomes. O documento encontrado dentro do caminhão indicava que o rapaz deveria deixar a Alemanha.

Segundo o jornal Bild, o suspeito teria utilizado vários passaportes e se escondeu por trás de diversas nacionalidades. Ele transitou por muitas regiões alemãs, até chegar recentemente em Berlim. A revista Der Spiegel diz ter obtidos documentos confirdenciais que provam que Amri teria sido, inclusive, preso na Alemanha.

Contato com jihadistas

O tunisiano foi monitorado neste ano pela polícia antiterrorista alemã por suspeita de preparar um roubo de armas para um atentado. Mas as investigações foram interromidas por falta de provas, motivo pelo qual os investigadores do país vêm sendo extremamente criticados.

O telefone do rapaz era rastreado pelas autoridades alemãs. Segundo o jornal Süddeutsche Zeitung, Amri teria contatado o iraquiano Ahmad Abdulaziz Abdullah, conhecido como "Abu Walaa", de 32 anos. Ele foi preso em novembro com outros quatro cúmplices por ter montado uma rede de recrutamento jihadista no país.

Pais do tunisiano são interrogados

A polícia da Tunísia interrogou os pais de Amri na noite de quarta-feira (21). A família do suposto agressor mora na cidade de Oueslatia, no centro do país.

"Quando vi a foto de meu irmão na televisão, não pude acreditar. Estou chocado, não consigo conceber que ele possa ter cometido esse crime", disse o irmão do suspeito, Abdelkader Amri. "Se for comprovado que ele é culpado, deve ser condenado. Nossa família repudia o terrorismo, não temos nenhuma relação com terroristas", reiterou.

"Nunca percebemos nada de anormal em seu comportamento. Conversávamos com ele no Facebook. Ele estava sempre sorridente e feliz", declarou uma de suas quatro irmãs, Najoua Amri.

A Tunísia é o país de origem da maioria dos jihadistas. Segundo dados do governo, cerca de 5.500 tunisianos deixaram o país para integrar o grupo Estado Islâmico na Síria, no Iraque e na Líbia.

O atentado de 14 de julho em Nice, que deixou 86 mortos, também foi realizado por um tunisiano. Como Anis Amri, Mohamed Lahouaiej-Boulel, de 31 anos, avançou com um imenso caminhão em direção à multidão na avenida beira-mar da cidade, lotada devido aos fogos da festa nacional francesa, o dia em que é celebrada a queda da Bastilha.

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